Navigation

Macri alerta para 'futuro horrível' em caso de vitória do 'kirchnerismo'

O presidente argentino participa de entrevista coletiva na Casa Rosada afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. agosto 2019 - 22:15
(AFP)

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, alertou para as consequências econômicas de uma eventual vitória da oposição 'kirchnerista' nas eleições presidenciais de outubro, ao comentar nesta segunda-feira os resultados das primárias, que derrubaram o peso e a Bolsa.

"Isto é apenas uma mostra do que vai acontecer. Isso é pelo passado, há muita gente que não deixa seu dinheiro neste país, que vai embora deste país. O que pode acontecer é horrível", declarou Macri em coletiva de imprensa com seu companheiro de chapa, Miguel Ángel Pichetto.

"Venho dizendo isso há três anos e meio. Não podemos voltar ao passado, porque o mundo vê isso como o fim da Argentina. O tema é que o 'kirchnerismo' já governou, o mundo conhece o que fez", acrescentou o presidente liberal, referindo-se às políticas protecionistas de Néstor e Cristina Kirchner (2003-2015).

A moeda argentina caiu 18,76%, a 57,30 pesos por dólar, nesta segunda-feira em relação ao seu fechamento de sexta-feira, e a Bolsa de Buenos Aires recuou 37,93%, em uma sessão marcada pelo nervosismo, após o kirchnerista Alberto Fernández vencer as primárias com 47% dos votos, frente a 32% de Macri. Com candidaturas definidas de antemão, as primárias servem como uma pesquisa de escala real.

Se o resultado se repetir em outubro, Fernández pode ganhar já no primeiro turno. Para isso, é preciso obter 45% dos votos, ou 40% se tiver mais de 10 pontos à frente do segundo colocado.

Um eventual segundo turno ocorrerá em 24 de novembro, e o próximo presidente deve assumir em 10 de dezembro.

"A alternativa 'kirchnerista' não tem credibilidade no mundo", atacou Macri.

Desde que assumiu, em dezembro de 2015, o presidente revogou as políticas de sua antecessora, com abertura aos mercados, mas o país enfrenta uma severa crise econômica, com recessão, inflação elevada e aumento da pobreza.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda que o retorno do 'kirchnerismo' ao poder na Argentina pode causar uma onda de refugiados semelhante à que o Brasil enfrenta em sua fronteira com a Venezuela.

"Não queremos isso: irmãos argentinos fugindo para cá", declarou Bolsonaro, que também é um duro crítico de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. "Se essa 'esquerdalha' voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter, sim, no Rio Grande do Sul, um novo estado de Roraima".

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.