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Macron, Merkel e Von der Leyen determinados a manter coordenação europeia contra a covid-19

O presidente da França, Emmanuel Macron, em 5 de janeiro de 2021 em Tours afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. janeiro 2021 - 22:02
(AFP)

Emmanuel Macron, Angela Merkel e Ursula von der Leyen estão "determinados a continuar" com a recentemente criticada estratégia de compra coletiva de vacinas da União Europeia, especialmente na Alemanha, anunciou a Presidência francesa nesta sexta-feira (8).

"Essa coordenação europeia deve envolver tanto os pedidos de vacinas quanto os locais de produção na Europa", acrescentou o Palácio do Eliseu em um comunicado, depois que o presidente da França, Macron, conversou com a chanceler alemã, Merkel, e com a presidente da Comissão Europeia, Von der Leyen.

"Estas duas chamadas permitiram enfatizar a importância e relevância da estratégia europeia de aquisição de vacinas, que permite aos 27 e à Comissão Europeia negociar, com força de ação colectiva, um portfólio diversificado e seguro de vacinas, volumes significativos e preços melhores", explicou a Presidência francesa.

Macron e Merkel "estão determinados a continuar com esta estratégia, num quadro europeu e com base num mecanismo de distribuição robusto e justo”, continuou o Eliseu, que afirmou que a presidente da Comissão Europeia concorda com esta visão.

A estratégia do Executivo europeu foi criticada recentemente, e alguns na Alemanha reprovaram o fato de não haver uma reserva de doses suficientes - 300 milhões - da vacina Pfizer-BioNTech.

A Comissão Europeia negocia a entrega de doses suplementares dessa vacina, embora não tenha apresentado números, mas salientou que pretende maximizar as suas opções de combate ao vírus através de vários laboratórios.

Diante das críticas, os 27 aceleraram seus programas de vacinação e dobraram as pré-compras de doses da vacina Pfizer-BioNTech, enquanto aguardavam a chegada das primeiras unidades da Moderna.

Além disso, a UE poderia autorizar uma terceira vacina no final de janeiro, a da AstraZeneca/Oxford.

E tudo isso apesar de a OMS pedir mais solidariedade e instar os países ricos a não fechar "acordos bilaterais" com laboratórios e dar prioridade ao mecanismo Covax implantado pela Organização e seus parceiros.

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