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Maduro anuncia 'quarentena total' na Venezuela por coronavírus

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anuncia novas medidas de prevenção contra o novo coronavírus, no Palácio Miraflores em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. março 2020 - 12:32
(AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou nesta segunda-feira quarentena em todo o país diante da pandemia do novo coronavírus, após a detecção de 16 novos casos no país, elevando o total a 33.

Ainda não há qualquer óbito pelo novo coronavírus registrado no país.

"A Venezuela dá um passo à frente e declara quarentena total", disse Maduro.

"A partir de amanhã, terça-feira (...), a Venezuela inteira entra em quarentena social. Todo o país, os 23 estados e o distrito capital (Caracas), estão em quarentena social, quarentena coletiva, medida drástica necessária", declarou o presidente em rede nacional de rádio e TV.

A medida, que entrará em vigor a partir das 05H00 local (06H00 Brasília) desta terça-feira, prevê a suspensão do trabalho, exceto nas atividades ligadas à distribuição de alimentos, à segurança policial e militar, aos serviços de transporte e à saúde.

Nesta segunda-feira, a quarentena adotada na capital e em seis estados foi observada parcialmente, em torno de 85%, segundo o presidente.

"Começamos com o pé direito", disse Maduro em um dia de grande presença de policiais e militares nas ruas.

Ao fazer uma avaliação da epidemia no país, Maduro confirmou 16 novos casos, "todos importados", e que do total de 33 infectados 18 são mulheres e 15, homens.

A maioria dos infectados está na zona centro-norte, onde se situa Caracas e sua área metropolitana.

A quarentena geral se segue à suspensão das aulas em todos os níveis e à proibição da chegada à Venezuela de voos procedentes de Europa, Colômbia, República Dominicana e Panamá, assim como concentrações em locais públicos.

No mundo, já há 182 mil infectados, com mais de 7.100 mortes, segundo levantamento da AFP.

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