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Maduro convoca organizações de base para 'resistência ativa'

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante entrevista coletiva no dia 11 de março de 2019 em Caracas. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. março 2019 - 04:00
(AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta segunda-feira que chegou a "hora da resistência ativa", para a qual convocou todas as organizações populares chavistas, em meio ao apagão que paralisa o país há quatro dias.

"Faço um apelo aos coletivos, a todos, chegou a hora da resistência ativa", disse Maduro em rede nacional, voltando a denunciar um ataque dos Estados Unidos ao sistema elétrico do país.

Os coletivos são organizações comunitárias que segundo a oposição têm sido armadas pelo governo para atuar como milícias paramilitares.

Segundo os adversários de Maduro e ONGs de direitos humanos, estes grupos estão por trás da morte de sete pessoas durante a frustrada tentativa de entregar doações dos Estados Unidos pelas fronteiras com Brasil e Colômbia, em 23 de fevereiro.

Maduro ampliou seu apelo às organizações de base que coordenam as missões sociais do governo e a outras que apoiam atividades do partido chavista, estas últimas comparadas pela oposição aos Comitês de Defesa da Revolução Cubana.

"Chegou a hora da resistência ativa na comunidade, informando, ajudando, promovendo a atuação solidária entre famílias e comunidades", discursou Maduro.

A mensagem ocorre na véspera de mais um dia de protestos convocados pelo líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.

"Vocês, fantoches, palhaços, não nos arrebatarão a paz. Aspiro que nas próximas horas e na madrugada de amanhã possamos avançar firmes" na recuperação do sistema elétrico, declarou Maduro em referência a Guaidó e ao apagão que há quatro dias paralisa a Venezuela.

Segundo Maduro, o apagão foi provocado por um ataque "cibernético e eletromagnético" dos Estados Unidos contra a principal hidroelétrica do país.

Maduro afirmou que atrás desta "agressão" se esconde uma estratégia para "desesperar" a população e reativar o ingresso da "ajuda humanitária", assim como justificar uma invasão americana.

O presidente informou a captura de duas pessoas que planejavam outra "sabotagem" contra a hidroelétrica de Guri, origem do apagão que afetou 22 dos 23 estados, incluindo a capital, Caracas.

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