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Maduro diz que prendeu militares por apoiar suposto complô dos EUA

Foto de arquivo mostra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (Frente-C), durante a marcha de lealdade ao Estado Maior das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) da Venezuela em 17 de maio de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. novembro 2019 - 16:27
(AFP)

Vários militares venezuelanos foram presos acusados de apoiar supostos planos dos Estados Unidos e da Colômbia para derrubar o governo de Nicolás Maduro, disse o mandatário em entrevista transmitida neste domingo (17).

"Nos últimos meses (...) desmembramos, comparticipação própria de oficiais de nossa Força Armada, mais de 47 tentativas de capturar oficiais para colocá-los a serviço da estratégia da Colômbia e dos gringos", afirmou Maduro à emissora privada Televen.

"Tem gente presa por isso, alguns cederam e foram comprados e simplesmente foram descobertos ou interceptados pela informação de oficiais patriotas", destacou o presidente venezuelano, que não detalhou quando e quantas prisões ocorreram.

Segundo o mandatário, com a prisão desses militares buscava-se "roubar mísseis" na Venezuela, além de "tentar anular o sistema" de aviões Sukhoi, de radares fixos e móveis, e "o sistema de torpedos e defesa de mísseis da Armada Bolivariana".

Enfrentando a pior crise da história recente do país petroleiro, Maduro garantiu que mantém "inteligência permanente" destinada a detectar tentativas de "dividir e debilitar" a força armada, considerada pela oposição e por analistas o principal apoio do governo.

Por outro lado, descartou que na Venezuela se produza um cenário similar ao da Bolívia, onde policiais e militares promoveram a saída de seu aliado, Evo Morales, após quase 14 anos no poder.

Segundo o presidente, a Força Armada venezuelana "não vai se ajoelhar nunca mais aos gringos, nem se colocar nunca mais a serviço da oligarquia deste país", garantiu Maduro, que culpa Washington de apoiar o "golpe de Estado" que forçou a renúncia de Morales.

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