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Maduro diz que seu filho participará de testes com a vacina Sputnik V

Foto da Presidência Venezuelana mostra o presidente Nicolás Maduro durante reunião com membros da Assembleia Nacional Constituinte, em Caracas, 29 de setembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. outubro 2020 - 00:41
(AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse neste domingo (4) que seu filho participará dos testes clínicos previstos no país caribenho da vacina russa contra o novo coronavírus, a Sputnik V.

"Nesta fase clínica de testes, meu filho, Nicolás Ernesto Maduro Guerra, me informou a decisão de se vacinar com a vacina russa, de se incorporar à prova. Acho muito bom", expressou o chefe de Estado socialista durante um programa transmitido pela TV estatal VTV. A irmã do presidente também será voluntária nos testes.

Maduro Guerra, de 30 anos, é político e integra, assim como seu pai, o governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Um primeiro lote de vacinas Sputnik V chegou à Venezuela na sexta-feira, anunciou o governo, que tem prevista a participação de 2.000 venezuelanos nos testes.

A Rússia se tornou em 11 de agosto no primeiro país a aprovar uma vacina contra a covid-19, batizada Sputnik V em homenagem ao primeiro satélite lançado no espaço, em 1957, mas o anúncio foi recebido com desconfiança. Atualmente, desenvolve a fase 3 dos testes (etapa de testes em humanos), na qual, segundo Moscou mais de 40.000 voluntários são vacinados.

Já em agosto, o governo Maduro tinha anunciado que a Venezuela se integraria a esta fase.

"Quando estiver encerrada toda a fase científica, clínica, de testes, virá a vacinação voluntária (...) Assim que começarmos a vacinação em massa (...), eu serei o primeiro a tomá-la", afirmou Maduro.

A Rússia é um dos principais aliados de Maduro frente à pressão internacional liderada pelos Estados Unidos, que querem retirá-lo do poder por considerar fraudulenta sua eleição. Washington apoia o líder parlamentar opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por meia centena de países.

"Usam nosso povo como cobaias", criticou Guaidó, ao comentar a decisão de incluir a Venezuela nos testes com a vacina russa.

Segundo cifras oficiais, contestadas pela oposição e organizações como a Human Rights Watch, até este sábado a pandemia de covid-19 havia provocado no país de 30 milhões de habitantes 77.646 contágios confirmados e 649 mortes.

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