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Maduro lança ofensiva contra oposição após suposto atentado

(7 ago) Maduro faz um pronunciamento à nação no palácio presidencial afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. agosto 2018 - 11:43
(AFP)

A Assembleia Constituinte da Venezuela iniciará um processo para submeter à Justiça deputados opositores acusados do suposto atentado contra o presidente Nicolás Maduro, que, nesta terça-feira, apresentou "provas" da tentativa de "magnicídio".

O presidente da Constituinte, Diosdado Cabello, convocou para quarta-feira uma sessão que terá como ponto único o "cancelamento da imunidade parlamentar dos deputados envolvidos no magnicídio frustrado" contra Maduro.

"A Justiça chega e vem com tudo", declarou Cabello.

Em mensagem à Nação, Maduro acusou o deputado Juan Requesens e o ex-presidente do Parlamento Julio Borges - ambos do partido Primeiro Justiça - pelo "atentado" que no sábado passado teria utilizado drones carregados com explosivos, durante uma parada militar em Caracas.

"Todas as declarações (dos seis detidos como autores do atentado) apontam para Julio Borges, que vive em uma mansão em Bogotá amparado pelo governo da Colômbia. Sabemos que ele tem a covardia para participar deste tipo de evento".

Maduro também citou Requesens, que chamou de um de seus adversários "mais loucos e psicopatas".

Após a mensagem de Maduro, o Primeiro Justiça denunciou a detenção de Requesens pelo serviço de inteligência da Venezuela.

"Foram sequestrados por 14 homens do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência) sob golpes o deputado Juan Requesens" e sua irmã Rafaela, revelou o partido em sua conta no Twitter.

Rafaela Requesens foi libertada posteriormente, segundo sua família.

Requesens, 29 anos, havia discursado nesta terça-feira no Parlamento convocando a população a "tirar Nicolás Maduro, a acabar com esta tragédia".

"Vamos poder receber todos os venezuelanos que estão loucos para voltar ao país. Os que permanecem aqui não têm outra alternativa que seguir esticando a corda até que rompa e possamos tirar Nicolás Maduro".

O presidente afirma que Borges e Requesens foram citados pelo sargento da reserva Juan Carlos Monasterios, um dos supostos autores do ataque, em depoimento às autoridades.

Maduro apresentou um vídeo que mostra Monasterios afirmando que Requesens, "por intermédio de Julio Borges", administrou sua ida para a Colômbia para treinar os autores do atentado.

No exílio, Borges - uma das figuras mais destacadas da oposição venezuelana - declarou no Twitter que "em nenhum país do mundo se acredita nesta farsa do atentado". "Todos sabem que isto é uma montagem para perseguir e condenar os que são contrários a esta ditadura".

O governo em Caracas garante que os autores materiais do atentado foram treinados em uma fazenda na localidade colombiana de Chinácota, com dinheiro de pessoas que residem na Flórida, EUA.

Em sua mensagem, Maduro também voltou a acusar o então presidente colombiano, Juan Manuel Santos, de orquestrar o ataque. Santos entregou o poder nesta terça-feira a Iván Duque.

"Não tenho dúvidas de que ele teve participação. Tenho muitos elementos", declarou Maduro, sem dar detalhes.

No sábado passado, quando Maduro concluía um discurso em uma parada militar, explosões interromperam abruptamente o ato.

O governo afirma que Maduro foi alvo de uma tentativa de "magnicídio" com drones carregando explosivos C4.

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