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Maduro quer "ampla participação" nas eleições parlamentares após indulto a opositores

O presidente venezuelano Nicolás Maduro durante pronunciamento, 29 de agosto de 2020 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. setembro 2020 - 00:52
(AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, garantiu nesta terça-feira (1) que deseja "a mais ampla participação" e "confiança" nas questionadas eleições parlamentares de dezembro, após indultar uma centena de opositores, entre eles deputados e colaboradores do chefe legislativo, Juan Guaidó.

O mandatário decretou os indultos "para avançar no diálogo, para avançar na criação de condições que permitam a mais ampla participação eleitoral, para avançar na criação de confiança", segundo declarações em aparição transmitida pela televisão estatal.

Maduro indultou na segunda-feira a 110 opositores, uma decisão que Guaidó -reconhecido como presidente encarregado da Venezuela por cerca de 50 países- classificou de "armadilha", de cara para as eleições legislativas que irão renovar o Parlamento, sob controle da oposição.

Cerca de trinta partidos de oposição anunciaram que irão boicotar o processo eleitoral por considerá-lo uma "fraude".

"Eu sei o que estou fazendo", afirmou Maduro ao comentar a medida que libertou na véspera alguns de seus desafetos políticos, como Roberto Marrero e dois parlamentares, Gilber Caro e Renzo Prieto, assim como outros presos.

"Não sou um fraco, não sou um covarde, não sou um traidor. Assumo minhas responsabilidades!", continuou o mandatário chavista.

Os Estados Unidos, principal aliado internacional de Guaidó, não quis comemorar os "indultos" distribuídos por Maduro, afirmando que nem os venezuelanos nem a comunidade internacional "se deixarão enganar" por "ações simbólicas".

Enquanto isso, a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, se mostrou satisfeita com os indultos e viu "um passo significativo nos esforços da abertura do espaço democrático".

Maduro anunciou também que oito membros de seu gabinete ministerial, entre eles um colaborador próximo, Jorge Rodríguez, "estão dispostos a ir para a batalha eleitoral" em 6 de dezembro e deverão se candidatar.

Rodríguez, ministro de Comunicação e Informação e no cargo desde 2017 ,se recuperou recentemente da covid-19 e é um dos principais negociadores do chavismo com a oposição.

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