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Maioria opositora do Parlamento venezuelano ratifica Guaidó

(Arquivo) O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. maio 2020 - 19:41
(AFP)

A maioria legislativa da oposição ratificou Juan Guaidó como presidente do Parlamento venezuelano nesta quinta-feira, chamando de "ilegal" uma sentença da Suprema Corte da linha chavista, que endossou Luis Parra, um rival do líder opositor, como chefe da Assembleia Nacional.

"Vou continuar exercendo minhas funções", disse Guaidó em entrevista coletiva, após uma sessão parlamentar por videoconferência na qual foi aprovado um acordo para rejeitar a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) na terça-feira.

O texto descreve como "ilegal" a sentença de um TSJ "ilegítimo", "sem independência, autonomia e imparcialidade".

Como chefe do Parlamento, Guaidó reivindicou em 2019 a presidência interina da Venezuela com reconhecimento de cinquenta países. Isso aconteceu depois que a maioria opositora da Câmara declarou o presidente socialista Nicolás Maduro "usurpador", acusando-o de ter sido reeleito de forma fraudulenta.

A decisão do TSJ, que considera anuladas as decisões do parlamento depois de a declará-lo em desacato pouco após a oposição ter assumido a maioria em 2016, indicou como "válida" o conselho de administração liderado por Parra, um deputado que em janeiro passado se proclamou chefe legislativo com apoio Chavismo, em uma sessão sem quorum e sem Guaidó.

Bloqueado pelos militares, Guaidó foi depois reeleito com os votos de cem congressistas da oposição na sede de um jornal.

O acordo parlamentar também rejeita a "nomeação do conselho de administração" de Parra - um deputado da oposição que rompeu com Guaidó após ser acusado de corrupção ligada a um programa de distribuição de alimentos do governo Maduro -, considerando-a "nula, ineficiente e inexistente", alegando que foi feia em violação à lei.

A decisão do TSJ coincide com as negociações para eleger um Conselho Eleitoral Supremo, com vista às eleições parlamentares agendadas para este ano, em torno das quais não houve avanço relatado.

"A reativação do comitê de nomeações (para o Conselho Eleitoral) dependerá do clima político", disse Guaidó nesta quinta-feira, enfatizando que o Legislativo está investigando Parra e seus aliados por supostos subornos.

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