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Mais de 600 pessoas presas em operação contra gangues na América Central

Membro do Serviço Nacional Aeronaval (SENAN) em guarda enquanto são exibidos pacotes de drogas apreendidos durante uma operação, apresentados em entrevista coletiva em uma base na Cidade do Panamá, em 23 de novembro de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. novembro 2020 - 15:51
(AFP)

Autoridades de El Salvador e da Guatemala prenderam, nesta quinta-feira (26), pouco mais de 600 pessoas, em sua maioria membros de gangues acusados de vários crimes, como parte de uma operação regional que também incluiu Honduras.

A operação "Escudo Regional" recebe apoio dos Estados Unidos e fomenta a coordenação e troca de informações para o combate às gangues.

Segundo o procurador-geral de El Salvador, Raúl Melara, a operação "está sendo realizada simultaneamente em Honduras, Guatemala e El Salvador", países que compõem o chamado Triângulo Norte da América Central.

Um porta-voz do Ministério Público salvadorenho destacou que 572 pessoas foram detidas e que esse número "pode aumentar à medida que outras prisões forem feitas".

Na Guatemala, o Ministério Público anunciou que, no âmbito da mesma operação em várias partes do país, 36 pessoas foram detidas, acusadas de extorsão.

Na Guatemala, as autoridades realizaram pelo menos 80 incursões nos departamentos da Guatemala (centro, onde fica a capital), Petén (norte), Quetzaltenango (oeste), Jutiapa e Escuintla (sul).

"Estamos respondendo a um grande número de crimes, como homicídios e tráfico de pessoas. Este é um esforço do Ministério Público para retirar membros de gangues e criminosos das ruas", disse Melara, que liderou pessoalmente parte da operação na capital San Salvador.

De acordo com a polícia, entre os detidos em El Salvador estão quatro líderes de gangues.

Com 6,6 milhões de habitantes, El Salvador foi um dos países sem guerra mais violentos do mundo em 2019, com 35,6 homicídios por 100.000 habitantes.

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