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Mais de 800 toneladas de ajuda entraram na Venezuela de contrabando

Lester Toledo (C), coordenador da ajuda humanitária do líder da oposição Juan Guaidó, em 16 de fevereiro de 2019, no Aeroporto Internacional Camilo Daza, em Cúcuta, Colômbia, fronteira com a Venezuela afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 08. maio 2019 - 22:31
(AFP)

Aproximadamente 814 toneladas de alimentos e medicamentos entraram na Venezuela por contrabando nas últimas seis semanas, graças a "heróis anônimos" que trabalham nas fronteiras, disse nesta quarta-feira na ONU o coordenador para ajuda humanitária do líder opositor Juan Guaidó.

"A diáspora venezuelana mostrou que se a porta for fechada, ela entra pela janela", disse Lester Toledo a um pequeno grupo de jornalistas antes de se reunir na ONU com o representante da Cáritas nas Nações Unidas, Joseph Donnelly.

A ajuda "está entrando graças aos heróis anônimos, àqueles soldados que nos estão vendo e ouvindo, àqueles que trabalham na alfândega, que trabalham nas fronteiras, que possibilitam a sua entrada", explicou.

Segundo a ONU, pelo menos sete milhões de pessoas, cerca de um quarto da população da Venezuela, precisam de ajuda humanitária urgente.

A Venezuela sofre uma grave crise econômica, com uma hiperinflação que o Fundo Monetário Internacional projeta em 10.000.000% para este ano e uma aguda escassez de medicamentos e outros bens básicos.

Mais de 100.000 quilos de alimentos chegaram recentemente a Santa Elena, no estado de Bolívar, na fronteira com o Brasil, disse Toledo, que também descreveu o envio de cadeiras de rodas, geradores e material ortopédico não disponível no país.

A ajuda vem do Brasil, de Curaçao, do Panamá, dos Estados Unidos, do setor privado e "da diáspora venezuelana que organiza e faz grandes coletas humanitárias", disse.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha distribui um primeiro carregamento de ajuda humanitária na Venezuela desde 16 de abril, em meio à disputa de poder entre o opositor Juan Guaidó e o presidente Nicolás Maduro, que finalmente autorizou sua entrada.

Mas Toledo assegurou que nem estas 800 toneladas de ajuda nem a que a Cruz Vermelha está distribuindo são suficientes.

"A melhor e mais importante ajuda humanitária que o povo da Venezuela pode receber é a cessação da usurpação, que venha um governo de transição que nos faça não precisar contrabandear ajuda", disse.

A ONU calcula que diariamente cerca de 5 mil venezuelanos deixam o país devido à falta de alimentos, atendimento médico e remédios. Desde 2015, o êxodo é de quase três milhões de pessoas.

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