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Mais uma sexta-feira de protestos no Chile

No início da tarde, policiais ocuparam o centro da praça com potentes dispositivos de segurança afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. janeiro 2020 - 00:14
(AFP)

Protestos e confrontos entre manifestantes e a polícia chilena voltaram a acontecer nesta sexta-feira (10) na praça Itália, em Santiago, epicentro da revolta social que vive o país. O movimento é liderado por estudantes, que durante a semana boicotaram a prova nacional de acesso às universidades.

As imagens de um ônibus pegando fogo nas proximidades da praça - rebatizada pelos manifestantes como praça da Dignidade - e os duros embates entre os manifestantes e a polícia, contrastaram com o clima animado em que se vive em outros locais de manifestações, que reuniram milhares de cidadãos.

No início da tarde, policiais ocuparam o centro da praça com potentes dispositivos de segurança.

À medida que o tempo passou, manifestantes conseguiram ultrapassar o cerco e avançaram com bandeiras, cartazes e em uníssono com gritos de protesto em homenagem ao movimento, que fará três meses no próximo 18 de janeiro.

"Sexta-feira de protesto estudantil, contra todo o sistema educacional", dizia a convocatória divulgada nas redes sociais.

Durante a semana, estudantes não puderam fazer as provas oficiais de ingresso às universidades chilenas, o Exame de Seleção Universitária (PSU) porque um dos gabaritos da prova vazou.

Manifestações também impediram que estudantes de algumas escolas se apresentassem para a prova. Única forma de admissão às universidades chilenas, a prova é considerada "discriminatória" por grupos que pedem o boicote ao processo.

Iniciadas no último 18 de outubro, as manifestações no Chile explodiram por causa do aumento do bilhete de metrô. Em seguida, a pauta de reivindicações foi ampliada, passando a incluir as desigualdades do modelo econômico e político herdado da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

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