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Maratona judicial por crimes da ditadura tem início na Argentina

Fachada da Escola de Mecânica da Armada (ESMA), centro de detenção clandestino mais emblemático da ditadura argentina, em Buenos Aires, em janeiro de 2016 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. abril 2019 - 23:29
(AFP)

Onze processos por crimes da ditadura argentina, que incluem desaparecimentos de mulheres grávidas e ex-funcionários da multinacional Mercedes Benz, foram reunidas em um único processo, que teve início nesta segunda-feira (29) em Buenos Aires e deve terminar em um ano.

Conhecido como "o megaprocesso", ele aglutina casos de 323 vítimas que passaram pelo quartel militar do Campo de Maio, o mais importante do Exército, onde funcionaram quatro centros clandestinos de detenção durante a ditadura (1976 a 1983).

"Este é um megaprocesso, um grande julgamento, no qual estão sendo integrados muitos casos que tinham uma grande demora nos julgamentos, sobretudo porque houve muitas dificuldades para chegar ao tribunal", explicou à AFP Pablo Lachener, advogado que representa a organização de Avós da Praça de Maio.

Várias das vítimas eram ativistas sindicais de fábricas localizadas no cordão industrial ao norte de Buenos Aires, entre elas a da Mercedes Benz.

Ao todo, há 22 acusados, entre militares e policiais, a maior parte deles já condenados em julgamentos anteriores.

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