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Marcha na Nicarágua pede liberdade de presos políticos

Uma manifestante anti-governo participa de uma marcha pedindo a liberdade dos presos políticos em Manágua, no dia 15 de agosto de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. agosto 2018 - 20:59
(AFP)

Milhares de pessoas marcharam nesta quarta-feira (15) em Manágua para pedir a liberdade dos detidos durante os protestos contra o governo, que deixaram mais de 300 mortos e 2.000 feridos desde abril.

"Liberdade, chega de presos", "Justiça", "Povo, una-se", gritavam os manifestantes segurando fotos dos detidos e bandeiras da Nicarágua.

A caminhada de 4,5 quilômetros no setor leste de Manágua foi convocada pela Aliança Cívica (organismos da sociedade civil) e apoiada por sindicatos empresariais, que chamaram seus filiados e funcionários para se juntarem à iniciativa.

A multidão avançava a passos rápidos pelos chamados bairros orientais, outrora redutos sandinistas contra a ditadura de Anastasio Somoza em 1979 e recentemente reprimidos no contexto dos protestos contra o presidente Daniel Ortega. Muitos dos participantes estavam com o rosto coberto por medo de represálias.

"Vá embora, vá embora", gritavam os presentes, exigindo a saída de Ortega e de sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, assinalados de corrupção, nepotismo e de instaurar uma ditadura.

"Prenderam muitas pessoas sem justificativa. O governo não tem argumento para deter civis pelo crime de expressar o que sentem", afirmou à AFP Tania González, de 26 anos.

Junto com a caminhada, ocorria nos tribunais o julgamento do líder camponês Medardo Mairena, acusado de terrorismo e crime organizado, entre outros.

Mairena foi levado ao tribunal com roupa da prisão, algemado, o cabelo bagunçado e visivelmente abatido, segundo uma foto do site oficial 19 Digital.

O líder camponês era um dos membros da mesa de diálogo, atualmente estagnada, entre o governo e a Aliança Cívica, com a mediação da Igreja Católica.

Os protestos começaram em 18 de abril contra uma reforma do seguro social, mas a violência derivou em uma demanda pela saída do presidente Daniel Ortega, há 11 anos no poder.

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