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Mercosul repudia 'ações repressivas' do governo da Nicarágua

Homem nicaraguense é detido pela polícia durante protesto contra o governo do presidente Daniel Ortega em Manágua, em 14 de outubro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. outubro 2018 - 20:43
(AFP)

O Mercosul expressou nesta segunda-feira (15) seu "repúdio" à repressão policial na Nicarágua, de "crescente violência" e "incompatível" com a democracia, em um comunicado divulgado por seus chanceleres reunidos em Montevidéu.

O texto destaca o "repúdio às ações repressivas do governo nicaraguense (de Daniel Ortega) contra seus opositores e a preocupação pela detenção de defensores dos direitos humanos ocorridas neste domingo, 14 de outubro, que representam um agravamento da crise social e política vivida no país".

Os chanceleres Jorge Faurie (Argentina), Aloysio Nunes (Brasil), Luis Alberto Castiglioni (Paraguai) e Rodolfo Nin Novoa (Uruguai) "reiteram seu rechaço à contínua limitação das liberdades individuais sofridas pelo povo da Nicarágua e à crescente violência da repressão policial, incompatíveis com um sistema democrático de governo e que provocaram um elevado número de vítimas desde o último mês de abril".

Os ministros se reuniram nesta segunda-feira no Uruguai, que exerce a presidência pro tempore do Mercosul.

A polícia nicaraguense reprimiu no domingo com bombas de efeito moral, cassetetes e cerca de 20 detenções a marcha "Unidos pela liberdade", que a oposição tentava realizar em Manágua contra o governo de Ortega.

Entre os detidos estão vários dirigentes de grupos da sociedade civil e do dissidente Movimento de Renovação Sandinista (MRS), denunciaram os organizadores do protesto.

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