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Metade dos habitantes de favela de Mumbai teve COVID-19, diz estudo

Uma mulher doa plasma em Mumbai, na Índia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. julho 2020 - 22:41
(AFP)

Mais da metade dos habitantes de favelas de Mumbai, no oeste da Índia, pode ter sido contaminada pela COVID-19, de acordo com um estudo encomendado pela cidade, divulgado nesta terça-feira (28), e que põe em dúvida a veracidade dos números oficiais.

A Índia é o terceiro país mais atingido pela COVID-19 no mundo em número absolutos, atrás apenas de Estados Unidos e Brasil, com cerca de 1,5 milhão de casos. Os especialistas já alertavam que, devido a falta de testes de detecção do vírus, o número real poderia ser muito maior.

As análises de sangue realizadas pelas autoridades em Mumbai em 6.936 pessoas selecionadas aleatoriamente mostraram que 57% dos habitantes de favelas e 16% dos residentes de outras zonas tinham anticorpos em seus organismos.

Mumbai, onde cerca de 40% da população vive em favelas, registrou mais de 110.000 contaminações e mais de 6.000 mortes pela COVID-19 até o momento.

A cidade de 20 milhões de habitantes é casa para a maior favela da Índia, Dharavi, cuja população é estimada em um milhão de pessoas.

Por outro lado, os falecimentos neste distrito da cidade não dispararam. Para as autoridades, isso se deve às firmes iniciativas colocadas em prática para impedir a propagação do vírus.

Os resultados dos testes sugerem que os casos assintomáticos poderiam "representar uma proporção importante das infecções" e que o índice de mortalidade do vírus parece "muito baixo", aponta o estudo.

Estas informações foram publicadas uma semana após outra pesquisa similar do governo, segundo a qual cerca de 25% dos residentes da capital Nova Dhéli, de 20 milhões de habitantes, contraíram o vírus.

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