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Michelle Bolsonaro testa positivo para o coronavírus

À esquerda, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, junto ao presidente Jair Bolsonaro, em Brasília afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. julho 2020 - 17:34
(AFP)

Michelle Bolsonaro, esposa do presidente Jair Bolsonaro, testou positivo para o novo coronavírus nesta quinta-feira (30), dias depois que o mandatário anunciou nas redes sociais estar curado da doença.

Em um breve comunicado, a Secretaria Especial de Comunicação Social anunciou que a primeira-dama, de 38 anos, "testou positivo para a COVID-19 nesta quinta-feira" e garantiu que "ela apresenta bom estado de saúde" e que "seguirá todos os protocolos estabelecidos".

O presidente, de 65 anos, anunciou em 7 de julho que havia sido infectado pelo vírus, e quatro dias depois Michelle Bolsonaro anunciou que ela e suas duas filhas (uma delas resultado de um relacionamento anterior) tiveram resultado negativo.

O presidente cumpriu sua agenda por várias semanas em isolamento no Palácio da Alvorada, sua residência oficial em Brasília, embora tenha mantido a postura cética diante da pandemia, que ele já se referiu como sendo uma "gripezinha".

No último sábado, Bolsonaro anunciou que tinha testado negativo, e se encontrou com apoiadores em Brasília.

Nesta quinta-feira, em seu primeiro evento público desde sua recuperação, em compromisso no estado do Piauí, o presidente reuniu uma multidão de apoiadores e tirou a máscara por alguns instantes.

O Brasil registra há quase um mês uma média semanal de mais de mil mortes por dia da COVID-19, e é o segundo país mais afetado pela pandemia no mundo (depois dos Estados Unidos), com 2,5 milhões de casos e mais de 90.000 mortes.

Nesta quinta-feira, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, tornou-se o quinto ministro brasileiro a testar positivo para o vírus, depois do diagnóstico das pastas de Segurança Institucional, Minas e Energia, Cidadania e Educação.

Somente o de Educação, Milton Ribeiro, ficou internado por dois dias neste mês, devido a um "quadro de pneumonia".

Bolsonaro, que defende que os "efeitos colaterais" das medidas de confinamento podem ser "piores que a doença", relata que logo após seu diagnóstico começou a tomar a hidroxicloroquina, uma droga cuja eficácia não é cientificamente comprovada no tratamento da COVID-19.

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