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O corte representa quase 14% do total de funcionários da Microsoft, que chega a 127.000. A empresa contabilizará 1,1 bilhão de dólares para os custos das demissões.

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A Microsoft anunciou nesta quinta-feira que vai eliminar 18.000 postos de trabalho em todo o mundo no próximo ano, a maioria em consequência da integração da unidade Nokia, adquirida este ano.

Um comunicado da empresa destaca que a decisão é parte de um "plano de reestruturação para simplificar as operações e alinhar os sistemas da Nokia e os serviços de negócios à estratégia geral da empresa".

O corte representa quase 14% do total de funcionários da Microsoft, que chega a 127.000. A empresa contabilizará 1,1 bilhão de dólares para os custos das demissões.

O presidente Satya Nadella afirma em um e-mail enviado aos funcionários que as "difíceis mas necessárias" demissões são parte de um plano para que a empresa adote uma nova direção estratégica.

"A primeira etapa para construir a organização apropriada para nossas ambições é realinhar nossa força de trabalho. É importante destacar que, apesar de estarmos eliminando cargos em algumas áreas, estamos somando postos em outras áreas estratégicas", completa.

A Microsoft completou a aquisição da unidade telefônica da Nokia em abril, em uma operação que fortaleceu sua posição no setor de telefonia celular, ao custo de 7,5 bilhões de dólares.

Até agora, o maior corte de funcionários feito pela companhia havia sido em 2009, com 5.800 demissões.

Nadella, que assumiu seu posto em fevereiro, explica que o cloud (serviços de dados na nuvem ou on-line) e o setor (de tecnologia) móvel devem ser os primeiros setores a serem atingidos pelas demissões, para que a companhia possa se recuperar do atraso em relação aos concorrentes Apple e Google.

A maior parte das demissões acontecerá já nos próximos seis meses.

Para Jack Gold, analista especializado no setor tecnológico, o que está havendo é "um reajuste da era (do ex-presidente da Microsoft Steve) Ballmer para a era Nadella".

"Ballmer se interessava muito pelos dispositivos, queria ser uma próxima Apple, enquanto seu sucessor busca se concentrar nos produtos e nos serviços, e não competir com os fabricantes de computadores que utilizam programas da Microsoft.

- Mudança de cultura -

A divisão exata dos cortes não foi detalhada. Mas a produção de telefones será reorganizada e concentrada em Hanói, no Vietnã, com uma pequena parte em Pequim e Dongguan, na China. A fábrica de Komaron, na Hungria, será fechada, explicou por e-mail Stephen Elop, ex-presidente da Nokia e agora encarregado das atividades de hardware da Microsoft.

A concepção dos aparelhos ficará em Salo e Tampere, na Finlândia, com reduções nos quadros de funcionários em outra fábrica desse país, assim como em Pequim e em San Diego, nos EUA.

A Microsoft também vai pôr um ponto final na linha Nokia X, smartphones para consumidores recentes que utilizam o sistema operacional Android, do Google. A companhia se concentrará em uma estratégia para a "formação de um mercado para Windows Phone", plataforma móvel da Microsoft, explicou Elop.

O restante das demissões corresponderá a uma "simplificação" da organização do grupo, segundo Nadella, que espera ter "menos níveis hierárquicos (...) para acelerar os fluxos de informação e as tomadas de decisão".

Na Bolsa de Nova York, as ações da Microsoft subiam pouco mais de 2% no início da tarde.

AFP