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(Junho) Turistas em uma praia da Crimeia

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A Rússia tentava nesta segunda-feira trazer de volta cerca de 16.000 turistas espalhados no exterior depois que uma agência de turismo declarou falência devido à queda do rublo e à crise na Ucrânia, informaram as autoridades.

Enquanto as sanções ocidentais ameaçam mergulhar a economia russa em uma recessão e o valor do rublo não para de cair, o número de russos que viajaram ao exterior caiu pela metade, de acordo com fontes do setor.

A agência Labirint anunciou no sábado que havia encerrado suas operações, deixando 27.000 russos "no exterior, sem passagem de volta", informou a associação Touraide, que tenta ajudar os turistas a encontrar assentos em voos de outras companhias.

Autoridades russas indicaram que, depois da adoção de medidas de emergência, foi possível repatriar nesta segunda-feira um terço dos cidadãos russos bloqueados no exterior, reduzindo seu número a 16.000.

A Labirint é a quarta operadora de turismo da Rússia a anunciar falência em três semanas, em consequência da situação do mercado turístico russo, provocada em parte pela crise na Ucrânia.

"A situação econômica e política tem um impacto nefasto no número de reservas. A desvalorização do rublo diminuiu o poder aquisitivo dos russos", afirmou a Labirint em um comunicado.

"A Turquia começou ontem (domingo) a expulsar nossos turistas de seus hotéis", lamentou a porta-voz da Agência Federal de Turismo da Rússia, Irina Shchegolkova, em declarações à rádio Eco de Moscou.

Irina elogiou a atitude de Bulgária e Grécia que, segundo ela, decidiram não penalizar os turistas russos por esta falência.

Embora as sanções ocidentais ainda não tenham tido grande impacto direto sobre a economia russa, a crise ucraniana e a ameaça de medidas punitivas afetaram o valor do rublo, que perdeu 11% de seu valor desde setembro do ano passado.

Antes da crise ucraniana, o crescimento econômico russo já apresentava sinais de desgaste, e o país pode agora entrar em recessão.

O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, criticou as operadoras de turismo e ordenou o bloqueio dos bens dessas empresas e a prisão de seus responsáveis.

"Todas essas agências estão funcionando como golpes de pirâmide (...) no fim dizem: 'Oh, desculpe, não temos clientes suficientes", afirmou Medvedev, segundo a agência Interfax.

AFP