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Minas de ocre de 12 mil anos são descobertas em cavernas subaquáticas no México

(Arquivo) Mergulhador explora caverna subterrânea em Quintana Roo, México afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. julho 2020 - 19:46
(AFP)

Vestígios de minas de ocre que poderiam ser as mais antigas das Américas, com cerca de 12 mil anos, foram encontrados em cavernas subaquáticas da península de Yucatán, sudeste do México, anunciaram nesta sexta-feira os responsáveis pela descoberta.

"Elas representam as minas de ocre mais antigas de que se tem notícia nas Américas", assinalou em comunicado o Centro Pesquisador do Sistema Aquífero de Quintana Roo (Cindaq), organização privada que explorou o local e fez a descoberta.

O acesso às cavernas, que, no passado, foram um espaço seco, fica cerca de 10 km terra adentro das famosas praias do caribe mexicano. Os mergulhadores do Cindaq, que percorreram vários quilômetros por cavernas e paisagens (algumas de apenas 70 centímetros de largura), descobriram que a paisagem subterrânea foi alterada de forma não natural, o que indica que outras pessoas habitaram o espaço e que esta presença ocorreu há mais de 10 mil anos, determinou-se posteriormente.

"Isto revelou pela primeira vez sítios de mineração notavelmente preservados", assinalou o Cindaq. Pesquisas apontam que o ocre vermelho era um pigmento mineral altamente valorizado e usado pelos primeiros habitantes do hemisfério ocidental, o que os teria impulsionado a explorar estes locais perigosos para extraí-lo.

As elaboradas paisagens subterrâneas já estiveram secas, mas foram inundadas há cerca de 8 mil anos, criando as condições ideais para preservar as marcas da atividade humana, explica o estudo.

A evidência de atividade de mineração aponta que a mesma englobou um período de 2 mil anos entre 12 mil e 10 mil anos atrás. "Isto foi 8 mil anos antes do estabelecimento da cultura maia, pela qual a região é bem conhecida", aponta o texto.

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