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Ministro da Bolívia critica Chile por traslado de bolivianos para a fronteira

(Arquivo) Bolivianos retidos em Huara (Chile), a cerca de 160 km da fronteira com a Bolívia, em um acampamento improvisado em 1º de abril de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. abril 2020 - 20:10
(AFP)

Um ministro boliviano disse neste sábado que o governo chileno está agindo de "má-fé", autorizando a transferência de bolivianos naquele país para a fronteira binacional, que permanece fechada devido ao coronavírus.

"Vemos má fé do governo chileno, que está permitindo que os bolivianos viajem para a fronteira", apesar de não poderem voltar ao país porque a travessia foi suspensa para conter o COVID-19, disse o chefe de Obras Públicas, Iván Arias, para o site do jornal Página Siete.

Cerca de 500 bolivianos estão presos há dias na cidade chilena de Colchane, solicitando o retorno à Bolívia, que fechou suas fronteiras. Alguns jogaram pedras nos militares de seu país, que os impedem de atravessar para o outro lado da fronteira.

"Há comerciantes que viajam para Pisiga (no lado boliviano) e transferem os bolivianos para Colchane, e depois as autoridades chilenas dizem que o governo boliviano não deseja recebê-los. Isso é má-fé", disse Arias.

O ministro afirmou que há evidências da motivação política desses bolivianos, um argumento mencionado anteriormente por outras autoridades do governo de direita de La Paz, que asseguram que são apoiadores do ex-presidente de esquerda Evo Morales (2006-2019) que procuram causar problemas.

O governo boliviano argumenta que, em qualquer repatriamento, os protocolos de saúde devem ser cumpridos, tendo em vista os riscos de contágio do COVID-19, que registra 275 afetados e 20 óbitos no país.

As autoridades chilenas criticaram o governo boliviano por não aceitar o retorno de seus cidadãos.

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