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Ministro da Educação ofende a China com tuíte 'racista'

(Arquivo) O ministro da Educação, Abraham Weintraub afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. abril 2020 - 18:11
(AFP)

A China pediu explicações para o Brasil nesta segunda-feira (6) depois que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, relacionou a pandemia do novo coronavírus a um plano desse país asiático em "dominar o mundo", em um tuíte no qual imitava a forma de falar dos chineses.

É o incidente mais recente entre Brasília e Pequim.

"Geopoliticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial?", escreveu o ministro em seu Twitter no último sábado.

"Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo?", escreveu, trocando as letras "r" por "l", em uma imitação comumente usada para imitar o sotaque dos chineses.

A Embaixada da China no Brasil considerou as declarações de Weintraub "absurdas e desprezíveis", além de considerá-las com "cunho fortemente racista".

"O lado chinês aguarda uma declaração oficial do lado brasileiro sobre as palavras feitas pelo min. da educação, membro do governo brasileiro", escreveu em seu Twitter o embaixador chinês Yang Wanming.

O comentário feito pelo ministro surge em um momento em que o Brasil, assim como inúmeros países, aguardam equipamentos de proteção vindos da China para lidar com a pandemia da COVID-19.

Weintraub disse em uma entrevista que sugeriu que a China faça mais para ajudar no combate à pandemia.

"Se eles (a China) venderem corretamente os mil respiradores, eu fico de joelhos em frente à embaixada, peço perdão e digo que fui um imbecil", disse o ministro à rádio Bandeirantes.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse na última semana que o país estava com dificuldades de conseguir ventiladores e outros suprimentos essenciais vindos da China, afirmando que alguns dos pedidos foram cancelados sem nenhuma explicação.

O Brasil, cujo maior parceiro comercial é a China, é o país mais atingido pelo vírus na América Latina, com cerca de 500 mortes e mais de 11.000 infectados até o momento.

Desde que a pandemia surgiu, as relações entre Brasil e China se fragilizaram, principalmente após uma série de tuítes do filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo, deputado federal por São Paulo.

Na última semana, a série de comentários culminou no cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Li Yang, questionando Eduardo em uma coluna do jornal O Globo: "Você é realmente tão ingênuo e ignorante?", escreveu.

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