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Morales considera erro jurídico veto à sua candidatura ao Senado

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales durante coletiva de imprensa em Buenos Aires, 21 de fevereiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. fevereiro 2020 - 18:58
(AFP)

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, que se encontra asilado em Buenos Aires, considerou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do seu país de não aceitar sua candidatura ao Senado para as próximas eleições em maio um erro político.

"Agora não me deixam ser candidato, não respeitam a lei eleitoral (...) Esse veto é outro erro jurídico", disse Morales durante uma coletiva de imprensa junto aos seus advogados.

O ex-presidente denunciou que, "com essa decisão, alguns membros do Tribunal Eleitoral não estão garantindo uma eleição limpa e transparente".

Morales pretendia se tornar senador pelo departamento de Cochabamba, sua zona política.

"É um atentado à democracia, (eles) têm medo da democracia", afirmou.

Sua candidatura foi vetada por não cumprir com o requisito da residência permanente nos últimos dois anos nessa região da Bolívia, conforme explicou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Salvador Romero.

Durante os últimos 14 anos nos quais foi presidente, Morales fixou residência em La Paz.

Morales renunciou à presidência no último 10 de novembro em meio a uma convulsão social e política após uma polêmica vitória eleitoral no dia 20 de outubro de 2019, no qual observadores externos encontraram irregularidades.

O candidato presidencial do partido de Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), Luis Arce, encabeça as intenções de voto com 31,6%, segundo as últimas pesquisas, seguido do ex-presidente Carlos Mesa, com 17,1%.

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