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Morales revela armação na Bolívia para denunciá-lo internacionalmente

Evo Morales em entrevista coletiva na Cidade do México. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. novembro 2019 - 22:12
(AFP)

O ex-presidente Evo Morales, exilado no México, afirmou nesta quinta-feira que o governo interino da Bolívia pretende denunciá-lo internacionalmente por meio de uma armação que o apresenta como instigador dos protestos que sacodem o país.

"Denuncio o governo de fato na #Bolivia por fazer uma montagem com a intenção de me denunciar internacionalmente", afirmou o ex-presidente no Twitter.

Segundo o ex-presidente, o governo interino de Jeanine Áñez "apela à manipulação judicial para deter os líderes anti-imperialistas".

Morales citou um vídeo com áudio divulgado na quarta-feira, em La Paz, pelo ministro do Interior, Arturo Murillo.

Na gravação, o ex-presidente incentivaria um cerco a cidades bolivianas para impedir a chegada de comida.

A mesma autoridade anunciou uma ação internacional contra Morales, acusado de cometer "crime contra a humanidade" por tentar impedir a chegada de alimentos às cidades de La Paz e El Alto.

"Que não entre comida nas cidades, vamos bloquear, cerco de verdade", diz a voz atribuída a Morales em um contato com o líder 'cocalero' Faustino Yucra Yarmi, procurado por "narcotráfico", segundo o ministro Murillo.

Em outro tuíte, Morales declarou que "os que têm que se preocupar com a Corte Penal Internacional são (Jeanine) Áñez e Murillo, pelos crimes contra a humanidade que estão cometendo ao ordenar aos militares que assassinem meus irmãos e irmãs, tratando de encobrir estes crimes com um decreto ilegal".

O governo interino reagiu às declarações apresentando um "protesto formal" ao México por declarações que são incompatíveis com a condição de exilado político de Morales.

A nota manifesta o "profundo incômodo" com declarações que evidenciam sua "atividade conspirativa" contra o governo de Jeanine Áñez.

A Bolívia se encontra submersa em uma crise desde as eleições de 20 de outubro, vencidas por Morales e questionadas pela oposição.

A polícia interrompeu na quinta-feira uma maciça marcha de oposição que chegou a La Paz com os corpos de vítimas de um recente confronto com forças de segurança, em meio à discussão no Congresso sobre uma saída da crise através de novas eleições gerais.

A onda de protestos pró e contra Morales já deixou 32 mortos.

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