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Shevardnadze conversa com a imprensa em Tbilisi, em 3 de novembro de 2013. O político contribuiu de maneira decisiva para o fim da Guerra Fria como último chefe da diplomacia da URSS.

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Eduard Shevardnadze, que foi presidente da Geórgia e o último ministro das Relações Exteriores da extinta União Soviética, durante o governo Mikhail Gorbachev, faleceu nesta segunda-feira aos 86 anos.

"O senhor Shevardnadze faleceu ao meio-dia, hora local", anunciou à AFP sua assistente Marina Davitashvil.

"Estava doente há muito tempo", disse.

Shevardnadze contribuiu de maneira decisiva para o fim da Guerra Fria como último chefe da diplomacia da URSS, assim como o presidente Gorbachev e seu processo, a Perestroika.

Ele negociou com os Estados Unidos tratados para reduzir o número de armas nucleares e facilitou os processos de democratização dos países comunistas do leste europeu, o que resultou na queda do Muro de Berlim em 1989 e na posterior reunificação da Alemanha.

"Não acredito que a Guerra Fria teria acabado de forma pacífica sem ele [...] Este homem é um herói", afirmou no ano 2000 James Baker, ex-secretário de Estado americano, que passou muitas horas em negociações com Shevardnadze.

Mas o fim da carreira política de Shevardnadze foi menos glorioso: eleito presidente da Geórgia independente em 1995, foi obrigado a renunciar em 2003, em plena "Revolução das Rosas", e deixou um país empobrecido e à beira do caos.

"Era um homem muito capaz, de talento, muito aberto para trabalhar com todas as classes sociais", declarou Gorbachev à rádio Eco de Moscou.

O presidente russo Vladimir Putin apresentou "sinceras condolências à família e a seu entorno, assim como ao povo da Geórgia".

AFP