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Morre ex-ministro do Petróleo detido na Venezuela

O então ministro do Petróleo da Venezuela, Nelson Martinez, no dia 25 de maio de 2017 durante reunião da Opep em Viena. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. dezembro 2018 - 00:05
(AFP)

O ex-ministro do Petróleo da Venezuela Nelson Martínez, detido por suposta corrupção, morreu nesta quarta-feira na prisão por problemas de saúde, confirmou a Procuradoria.

A morte de Martínez - que tinha problemas cardíacos - foi revelada inicialmente por Rafael Ramírez, ex-presidente da estatal PDVSA e crítico ao governo de Nicolás Maduro.

"Acaba de morrer Nelson Martínez (...), sequestrado e maltratado durante um ano por ordem de Maduro, que sabia da sua enfermidade crônica. Foi humilhado e teve negado o direito à defesa e à vida. Maduro, você é o responsável", escreveu Ramírez no Twitter.

Martínez, próximo a Ramírez, foi detido em 30 de novembro de 2017, quatro dias após sua destituição como ministro por Maduro. Também foi presidente da Petróleos da Venezuela (PDVSA).

No mesmo dia foi capturado Eulogio Del Pino, igualmente ex-ministro do Petróleo e ex-presidente da PDVSA.

Os dois foram denunciados pela Procuradoria de liderar uma rede de corrupção no setor de petróleo venezuelano.

Ramírez foi presidente da PDVSA por uma década, entre 2004 e 2014, durante o governo do finado presidente Hugo Chávez (1999-2013), do qual fazia parte e círculo íntimo.

No final de 2017, Ramírez rompeu com Maduro.

O caso de Ramírez não é inédito na Venezuela. Em 8 de agosto passado, o vereador opositor Fernando Albán morreu ao cair do 10º andar da sede do serviço de inteligência em Caracas (SEBIN), após ser detido por suposto envolvimento no alegado ataque contra Maduro utilizando drones carregados de explosivos.

O governo afirma que Albán cometeu suicídio, mas a oposição garante que morreu ao ser torturado durante interrogatório e depois foi jogado pela janela.

Outro líder opositor, Carlos Andrés García, morreu em 17 de setembro de 2017 por um AVC quando estava detido no SEBIN.

O piloto Rodolfo González, conhecido como "El Aviador", se enforcou em sua cela em 2015, após ser capturado durante protestos contra Maduro que deixaram 43 mortos em 2014.

Segundo a ONG de direitos humanos Foro Penal, na Venezuela há 288 "presos políticos".

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