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Morre Henry Lynch, 'pai' da pesquisa do câncer hereditário

(Arquivo) O médico americano Henry Lynch afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. junho 2019 - 17:04
(AFP)

O médico americano Henry Lynch, um dos pioneiros na década de 1960 da controversa ideia de que alguns tipos de câncer são de origem genética, morreu, aos 91 anos, no último domingo - informou a Universidade de Creighton, em Nebraska, nos Estados Unidos.

No início de sua carreira científica, os pesquisadores consideravam que o câncer era causado principalmente por fatores ambientais. Hoje, de acordo com a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), estima-se que entre 5% e 10% dos cânceres são herdados geneticamente.

Lynch intuiu que a hereditariedade desempenhava um papel na origem da doença depois de observar uma série de casos em Nebraska, onde trabalhou desde 1967.

Por meio do monitoramento de mais de 3.000 famílias ao longo dos anos, ele constatou a repetição de alguns tipos de câncer em diferentes gerações.

Em 1984, um tipo de câncer colorretal foi batizado com seu sobrenome: a "síndrome de Lynch".

Ele também foi o primeiro a descobrir que a herança genética era um fator para certos cânceres de mama. A descoberta foi confirmada quando mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que predispõem para o câncer da mama, foram descobertas.

"Seu trabalho nessas áreas teve um profundo impacto no diagnóstico precoce, prevenção e tratamento do câncer", disse a Sociedade Americana de Oncologia Clínica em um comunicado.

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