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MP do Panamá identifica 20 vítimas de abusos em abrigos para menores

Menino segura cartaz no qual está escrito "Com as crianças, não" para exigir a prisão de envolvidos em escândalo afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. março 2021 - 23:41
(AFP)

O Ministério Público do Panamá identificou 20 vítimas de abusos e estupros de menores em abrigos, e até o momento acusou oito pessoas, informou o diretor da instituição nesta terça-feira (9).

"Até esta manhã temos 20 vítimas identificadas e 18 casos abertos, porém esses números podem variar porque é uma investigação dinâmica", declarou o procurador-geral do país, Javier Caraballo, em coletiva de imprensa.

Os promotores responsáveis pelas investigações continuam nos locais realizando entrevistas, detalhou Caraballo.

As investigações começaram em agosto do ano passado e, a partir de 1º de março, a Procuradoria-Geral da República reforçou a equipe de trabalho encarregada do caso, acrescentou.

"Não vamos encerrar nossas investigações até que cada uma das pessoas vinculadas a esses eventos responda pelos possíveis crimes a que estão vinculados", disse.

Embora as investigações tenham começado há mais de seis meses, só neste mês foram feitas as primeiras prisões. Dos oito acusados, cujas identidades não foram divulgadas, cinco estão em prisão preventiva.

Os fatos teriam ocorrido quando os menores estavam sob custódia de abrigos administrados por organizações não-governamentais que recebem recursos públicos e que estão sob a supervisão da Secretaria Nacional da Criança, do Adolescente e da Família (SENNIAF).

O caso veio à tona como resultado de um relatório de uma subcomissão da Assembleia Nacional do Panamá, que determinou que dezenas de crianças sofreram abusos sexuais, agressões físicas e verbais, abortos forçados e más condições de vida em pelo menos 14 abrigos desde 2017.

Após o escândalo de abuso infantil, o procurador-geral anterior a Caraballo, Eduardo Ulloa, renunciou e, há poucos dias, a própria diretora do SENNIAF, Mayra Silvera, também deixou o cargo.

O caso gerou indignação entre os cidadãos panamenhos, que protestam periodicamente exigindo justiça em relação aos responsáveis.

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