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Na escola ou no trabalho, China multiplica testes do coronavírus

Taxistas se submetem, em 20 de abril de 2020 em Guangzhou, na China, a testes de ácido nucleico para detectar possíveis casos de coronavírus afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. maio 2020 - 18:26
(AFP)

Das vendedoras aos taxistas, passando pelos estudantes e diretores de empresas, a China multiplica os testes em toda população com a esperança de erradicar definitivamente a pandemia de coronavírus.

Todos os dias, milhares de pessoas passam por testes na China, onde a doença apareceu no final do ano passado e depois contaminou mais de três milhões de pessoas no mundo todo.

O objetivo das autoridades é evitar, a qualquer custo, uma segunda onda de contágio. Presidida pelo primeiro-ministro Li Keqiang, a unidade de crise do governo pediu na semana passada mais esforços para testar a população.

Embora a pandemia seja controlada na China, continuam a surgir casos importados. As autoridades também temem casos de pessoas assintomáticas, que podem transmitir o vírus sem saberem que estão doentes.

Diante desse quadro, as empresas farmacêuticas estão abrindo novas linhas de produção para testes de ácido nucleico. Lojas on-line, como Alibaba e JD.com, permitem que pessoas físicas reservem horário em um centro médico para serem submetidos a um teste.

A demanda surge, principalmente, de pessoas que se preparam para uma viagem de negócios e precisam provar que podem pegar um avião, ou ficar em um hotel sem risco.

Na província de Zhejiang, no leste, uma escola particular gigante está submetendo seus 20.000 alunos e professores a testes desde 13 de abril. Os alunos passam pelo teste no quintal e podem voltar às aulas apenas se der negativo.

"A epidemia foi amplamente controlada na China, mas continuamos preocupados. Com esses testes, a escola nos tranquiliza", diz Tao Xiaxin.

As empresas também são muito vigilantes. Na sede da gigante da Internet Sina, em Pequim, há uma sala especial para testes. Os funcionários podem ir, em caso de dúvida. Em outras áreas da capital, é possível fazer testes mesmo sem sair do carro.

Na cidade de Guangzhou, mais de 30.000 motoristas de táxi e 208.000 estudantes e professores foram submetidos a testes de diagnóstico nesta semana. Em Xangai, uma conhecida escritora, Mao Li, passou por um teste antes de uma viagem, conforme exigido pelo hotel para onde estava indo. Ele estava em Guangzhou quando a cidade ainda era considerada de alto risco.

"É muito prático (...), fui a um centro de testes e depois de 20 minutos era a minha vez", relata.

Em Wuhan, cidade no centro do país onde o novo coronavírus surgiu em 2019, professores e funcionários de shopping centers, ou de casas de repouso, também passaram por esses testes.

- Quatro milhões de kits -

No início de abril, a China tinha capacidade para produzir diariamente até quatro milhões de kits de teste, segundo autoridades do país mais populoso do mundo, com 1,4 bilhão de habitantes.

Um portador do vírus pode passar por vários testes durante o período em que está sob acompanhamento médico. No entanto, apenas de 50% a 70% dos testes de ácido nucleico são confiáveis, disse na televisão o chefe de Epidemiologia do Centro Nacional de Controle de Doenças, Wu Zunyou.

Em meio às críticas do exterior, os fabricantes chineses defendem a qualidade de seus testes, como os da empresa Liferiver, de Xangai, que afirmam ser 90% confiável.

O presidente do grupo, Shao Junbin, conta à AFP que aumentou a produção em 150% desde janeiro e que produz 500.000 testes por dia. O grupo agora exporta para França e Itália, dois dos países do mundo mais afetados pela pandemia.

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