Navigation

Nasa abrirá Estação Espacial Internacional para turistas em 2020

A Nasa anunciou nesta sexta-feira que, a partir do próximo ano, irá autorizar, mediante pagamento antecipado, o uso da Estação Espacial Internacional a turistas e empresas, uma medida com a qual busca obter financiamento afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. junho 2019 - 19:51
(AFP)

A Nasa anunciou nesta sexta-feira (7) que irá autorizar, a partir do ano que vem e mediante pagamento, o uso da Estação Espacial Internacional (ISS) para turistas e empresas.

O objetivo da medida é conseguir financiamento.

"A Nasa abre a Estação Espacial Internacional para oportunidades comerciais", anunciou em Nova York o diretor financeiro da agência espacial americana, Jeff DeWit.

De acordo com o diretor-adjunto da estação, Robyn Gatens, "a Nasa vai autorizar duas missões curtas de astronautas privados por ano".

As missões vão durar até 30 dias, afirmou a agência. Potencialmente, até 12 astronautas privados poderão visitar a estação a cada ano, mas sem fazer saídas espaciais.

A agência indicou que os visitantes poderão ser de qualquer nacionalidade.

Estes "astronautas privados" serão transportados pelas duas companhias que estão desenvolvendo veículos para a Nasa: SpaceX, com a cápsula Crew Dragon, e a Boeing, que constrói a Starliner.

Estas empresas vão escolher os turistas e cobrar a viagem, que será a parte mais cara da aventura: cerca de 58 milhões de dólares. Este valor é quase igual ao que a Nasa pagará a ambas as companhias pelo transporte de seus astronautas.

A questão é que nem a Dragon nem a Starliner estão prontas ainda. Em teoria, as cápsulas devem estar operativas no fim de 2019, mas isso depende do sucesso de vários testes.

Os turistas pagarão à Nasa pela estada em órbita, comida, água e todo o sistema de suporte vital a bordo.

"Custará cerca de 35.000 dólares por noite e por astronauta", completou DeWit.

A ISS não é exclusiva da Nasa. O projeto foi iniciado junto com a Rússia em 1998, e outros países participam e também enviam astronautas.

Os Estados Unidos têm e controlam a maioria dos módulos.

Estes turistas espaciais não serão os primeiros. O empresário americano Dennis Tito esteve na estação em 2001, após pagar cerca de 20 milhões de dólares à Rússia.

Desde então, outros milionários estiveram na estação, como o canadense Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil, em 2009.

As naves rusas Soyuz são, desde 2011, o único meio de transporte de humanos para a ISS, onde há permanentemente entre três e seis tripulantes a bordo. Atualmente é habitado por três americanos, dois russos e um canadense.

A Rússia planeja voltar a organizar voos turísticos no fim de 2021.

- Viagem cara -

A mudança de política anunciada nesta sexta inclui a abertura de partes da estação propriedade dos Estados Unidos a empresas privadas para realizar "atividades comerciais e de marketing".

Isto inclui empresas que desenvolvem materiais na microgravidade, por exemplo. As fibras ópticas têm qualidade inigualável quando são fabricadas sem os efeitos da gravidade.

A Nasa lançou um primeiro gráfico de preços nesta sexta, baseada em um relação por quilograma de carga.

A ideia da agência é desenvolver uma economia espacial com a esperança de que um dia o setor privado sustente economicamente a ISS, já que os Estados Unidos deveriam parar de financiá-la no fim de 2020.

"Queremos nos transformar em inquilinos, não em proprietários de moradias", disse em abril o administrador da Nasa, Jim Bridenstine.

A agência espacial quer liberar carga financeira para se concentrar na missão Ártemis, com a qual a agência pretende voltar à Lua em 2024, e, sobretudo, em sua ideia de enviar os primeiros humanos a Marte, talvez na próxima década.

Mas a rentabilidade das atividades comerciais na órbita da Terra está por ser demonstrada, devido ao custo do transporte, que continua sendo muito alto.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.