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Nicarágua envia mais de 2.800 detentos para prisão domiciliar

(Arquivo) A diretora para as Américas da Anistia Internacional, Erika Rosas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. maio 2020 - 22:38
(AFP)

A Nicarágua enviou mais de 2.800 presos para prisão domiciliar nesta quarta-feira, alguns com problemas de saúde ou idade avançada, mas não incluiu nenhum preso político nessa medida, informaram o governo e a oposição.

O Ministério do Interior indicou que 2.815 prisioneiros receberam o benefício de prisão domiciliar, incluindo idosos com doenças crônicas, em meio a uma pandemia de coronavírus.

No entanto, nenhum dos 86 oponentes detidos foi incluído, disse à AFP a advogada Yonarki Martínez, que ajuda legalmente alguns desses prisioneiros.

A advogada descreveu a exclusão como "uma retaliação contra oponentes e inocentes" que não concordam com o governo do presidente Daniel Ortega.

Martínez garantiu que entre os oponentes detidos há pessoas com sintomas respiratórios e febris que não recebem atendimento médico.

Familiares de um dos oponentes detidos relataram nesta terça-feira que seu parente estava na unidade de terapia intensiva de um hospital de Manágua conectado a um respirador, com suposta pneumonia.

A Anistia Internacional informou na semana passada que pelo menos 12 oponentes detidos apresentavam sintomas que poderiam estar relacionados à COVID-19 e que estavam em condições precárias de detenção, superlotadas e sem receber atenção médica adequada.

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