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Nicaraguenses retidos na fronteira com Costa Rica receberão testes gratuitos de COVID-19

Um médico examina um paciente na Nicarágua, 3 de junho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. julho 2020 - 21:29
(AFP)

Organizações civis e empresas privadas da Costa Rica irão oferecer testes de detecção da COVID-19 sem custo para os nicaraguenses retidos na fronteira entre os dois países em função das exigências sanitárias do governo da Nicarágua, informou nesta quinta-feira (30) uma fonte oficial.

Graças à ajuda destas organizações, a partir desta sexta-feira serão realizados "cerca de 300 testes para COVID-19 nas pessoas migrantes que permanecem na fronteira" com a Nicarágua, anunciou a diretora de Migração da Costa Rica, Raquel Vargas, em comunicado.

O plano, que não teve os custos divulgados, foi possível graças ao esforço coordenado entre a cooperação internacional e o aporte de organizações da sociedade civil e empresas privadas, e contará com a ajuda do governo costarriquenho para facilitar o processo.

O governo nicaraguense pede a seus cidadãos oriundos do estrangeiro que apresentem resultados negativos de testes de detecção da COVID-19 para entrar no país. Os migrantes que estão na fronteira não têm condições de arcar com os custos dos exames.

Uma equipe do Hospital Clínica Bíblica da Costa Rica se deslocará nesta sexta-feira até o posto fronteiriço e terá à disposição um espaço reservado para a coleta de amostras, explicou Vargas.

Os resultados ficarão prontos 48 horas após as coletas e permitirão aos nicaraguenses que derem negativo para coronavírus ingressar em seu país.

Vargas visitou nesta quinta-feira o posto fronteiriço ao lado do vice-diretor da polícia de Migração, o comandante Alonso Soto, para se familiarizar com a situação dos migrantes nicaraguenses, retidos na fronteira desde 18 de julho.

"Nesta quinta-feira foram contabilizados cerca de 200 pessoas na fronteira, isso porque as autoridades nicaraguenses receberam um grupo importante de pessoas vulneráveis, mulheres e crianças nos últimos dias", informou.

Ativistas de direitos humanos afirmaram na quarta-feira que os viajantes estão em "terra de ninguém", acuados pela polícia nicaraguense contra muros, apenas protegidos do sol e da chuva por toldos de plástico, com um só banheiro para 500 pessoas, sem dormir e sem alimentos.

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