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Nova York ordena vacinação obrigatória em bairro afetado por sarampo

O governo municipal de Nova York declarou uma emergência de saúde pública, devido à epidemia de sarampo, que permite exigir a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) para todos os moradores de áreas afetadas de Williamsburg, um bairro chique onde vivem muitos judeus ortodoxos afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. abril 2019 - 18:06
(AFP)

A vacinação contra o sarampo será obrigatória em várias áreas de Williamsburg, no Brooklyn, onde verifica-se uma epidemia que afeta principalmente a comunidade judaica ortodoxa que vive na área e se opõe às vacinas, informou o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, nesta terça-feira.

O governo municipal de Nova York declarou uma emergência de saúde pública, devido à epidemia de sarampo, que permite exigir a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) para todos os moradores de áreas afetadas de Williamsburg, um bairro chique onde vivem muitos judeus ortodoxos.

Inspetores sanitários verificarão as cadernetas de vacinação de todas as pessoas que tenham estado em contato com os enfermos. Aqueles que não estiverem em dia com a vacina podem receber uma multa de US$ 1.000 ou serem punidos com até 15 dias de prisão.

"Não há dúvida de que as vacinas são seguras, eficazes e podem salvar vidas", disse De Blasio em um comunicado. "Peço a todos, especialmente às pessoas afetadas, que recebam a vacina tríplice viral para proteger seus filhos, famílias e comunidades".

A declaração de emergência sanitária acontece após a decisão do governo municipal de ordenar a todas as "yeshivas", as escolas judaicas ortodoxas, e todas as creches que atendem a comunidade judaica ortodoxa em Williamsburg que excluam os alunos que não tenham sido vacinados. Caso contrário, esses estabelecimentos poderão ser fechados e processados.

Desde o começo da epidemia, em outubro do ano passado, 285 casos de sarampo foram confirmados. A grande maioria atingiu crianças e adolescentes (246 casos) que não haviam sido vacinados.

Os médicos acreditam que a epidemia que afeta a comunidade judaica ortodoxa em Nova York se originou em Israel, onde cerca de 2.700 casos de sarampo foram registrados em 2018.

Rockland, um condado 40 km a noroeste da cidade de Nova York, com 300.000 habitantes, já havia declarado uma emergência devido à epidemia de sarampo em 26 de março, e proibiu a partir dessa data o acesso de crianças não vacinadas a locais público.

Muitas vacinas são consideradas obrigatórias nos Estados Unidos para se frequentar a escola, entretanto, 47 dos 50 estados, incluindo Nova York, aceitam dispensas, especialmente por motivos religiosos.

O sarampo foi declarado oficialmente erradicado dos Estados Unidos em 2000, mas neste ano houve seis surtos regionais, de acordo com Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

A cidade de Nova York lançou uma forte campanha há alguns meses para promover a vacinação, distribuiu panfletos, divulgou informações pela internet e telefonou falando em iídiche para milhares de membros da comunidade ortodoxa.

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