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OEA condena 'uso da força' no Parlamento da Venezuela

Líder opositor venezuelano Juan Guaidó grita com membros da Guarda Nacional à frente da Assembleia Nacional, em 7 de janeiro de 2020 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. janeiro 2020 - 16:50
(AFP)

A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta sexta-feira (10) uma resolução que condena o "uso da força" no Parlamento da Venezuela por parte do governo de Nicolás Maduro, reconhece o líder opositor Juan Guaidó como chefe do Legislativo e pede novas eleições presidenciais no país.

A iniciativa foi adotada por 20 dos 34 membros ativos do Conselho Permanente da OEA.

Cinco países votaram contra (Antigua e Barbuda, Dominica, Nicarágua, San Vicente e Granadinas e Suriname), oito se abstiveram (Argentina, Barbados, Belize, Granada, Guiana, México, Trinidade e Tobago e Uruguai), e a delegação de São Cristóvão e Neves se ausentou.

O texto condena "o uso da força e de táticas intimidatórias do regime" de Maduro para "obstruir o livre acesso" dos deputados da Assembleia Nacional à sessão de 5 de janeiro, na qual deveriam eleger a mesa diretora.

Além disso, cumprimenta a reeleição de Guaidó como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e reafirma "a necessidade de celebrar eleições presidenciais inclusivas, livres, justas e transparentes" no país sul-americano, com um Conselho Nacional Eleitoral e um Tribunal Supremo de Justiça "renovados" e a presença de "observadores internacionais independentes".

A resolução adotada nesta sexta-feira foi apresentada inicialmente por Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, Paraguai, Peru e Venezuela, esta última representada por um enviado de Guaidó reconhecido pela OEA em abril, pouco antes de o governo de Maduro se desligar do organismo.

Além deles, votaram a favor do texto outros 16 países: Bolívia, Chile, Costa Rica, Bahamas, Equador, El Salvador, Haiti, Honduras, Jamaica, Panamá, República Dominicana e Santa Lúcia.

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