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OEA convoca sessão extraordinária por crise na Nicarágua

Policiais expulsam jornalistas dos arredores de uma delegacia em Manágua, em 15 de dezembro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. dezembro 2018 - 16:35
(AFP)

A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou para quinta-feira, 27 de dezembro, uma sessão extraordinária para discutir as denúncias de violações dos direitos humanos na Nicarágua.

O secretário-executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o brasileiro Paulo Abrão, afirmou nesta quarta-feira que especialistas do organismo que estavam na Nicarágua e foram expulsos vão apresentar as suas conclusões na reunião.

"A @CIDH recebeu o convite do Conselho Permanente da @CP_OEA do @OEA_oficial para apresentar o relatório do #GIEI e os acontecimentos recentes monitorados pelo #MESENI sobre a #Nicaragua", escreveu Abrão no Twitter.

Uma onda de protestos iniciada em 18 de abril contra uma reforma da previdência social levou a um movimento mais amplo exigindo a renúncia do presidente Daniel Ortega e da vice-presidente, sua esposa Rosario Murillo, o que provocou uma dura repressão.

Segundo os números da CIDH, os protestos deixaram 325 mortos e 400 presos.

Para investigar as denúncias, a Comissão formou o Painel de Investigação Interdisciplinar (AIDPI) e o Mecanismo Especial para a Nicarágua (MESENI), que viajaram pelo país, mas foram expulsos pelo governo em 19 de dezembro.

Em Washington, o GIEI denunciou em seu relatório apresentado em 21 de dezembro que "o Estado da Nicarágua praticou atos que, de acordo com o direito internacional, devem ser considerados crimes contra a humanidade, particularmente assassinatos, detenções arbitrárias e crime de perseguição".

A sessão da OEA será presidida por Costa Rica, anunciou em um comunicado a ministra das Relações Exteriores Lorena Aguilar Revelo.

"Nosso país vai presidir a reunião da OEA por meio de sua representante permanente, a embaixadora Montserrat Solano Carboni, e levantará sua voz contra a escalada repetida de abusos contra os direitos humanos e liberdades na Nicarágua", disse Aguilar.

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