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OEA cria grupo de trabalho sobre êxodo venezuelano

(Arquivo) O secretário-geral da OEA, Luis Almagro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. setembro 2018 - 11:54
(AFP)

A secretaria geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou nesta quarta-feira a criação de um grupo de trabalho para avaliar o impacto da emigração venezuelana, e o início "imediato" da captação de fundos para cumprir suas recomendações.

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, informou as medidas ao encerrar a sessão extraordinária do Conselho Permanente do organismo, convocada "para analisar a crise migratória provocada pela situação na Venezuela".

O grupo de trabalho sobre a migração venezuelana, que atuará com "agências sociais", deverá avaliar "a escala completa" do fenômeno e "a crise de refugiados" e emitir recomendações para melhorar a situação, explicou.

Entre os objetivos a médio prazo, destacou a regularização dos migrantes em questões trabalhistas, de renda, de educação e de acesso à saúde, mas também disse que o grupo deverá "resolver as questões mais urgentes" que afetam os migrantes no curto prazo, como as doenças e os problemas de alimentação e moradia.

"A solução para a Venezuela é democracia. Enquanto continuar este regime, vai continuar aplicando o velho método das ditaduras do continente, ou seja, liquefazer a pressão social para fora. E o resto dos países pagam por sua ineficiência, indolência e imoralidade", disse Almagro.

A Venezuela, afetada por uma grave crise econômica com hiperinflação e escassez de bens e serviços, registrou nos últimos meses um êxodo maciço de sua população, principalmente para a Colômbia, Brasil, Peru e outros países latino-americanos.

Almagro anunciou ainda que o ex-prefeito opositor ao governo da Venezuela David Smolansky, atualmente no exílio, liderará o grupo de trabalho da OEA.

David Smolansky é "uma pessoa absolutamente comprometida com a causa dos emigrantes venezuelanos" e que "já visitou os acampamentos e esteve perto das pessoas tanto no Brasil como na Colômbia".

O êxodo do outrora rico país petroleiro levou os governos de Peru e Equador a implementarem controles para regular a entrada de venezuelanos, enquanto o Brasil anunciou o envio temporário das Forças Armadas à fronteira com a Venezuela após o surto de violência na região.

Ao menos 2,3 milhões de venezuelanos (7,5% da população de 30,6 milhões) vivem no exterior, dos quais 1,6 milhão emigraram desde 2015, quando a escassez de medicamentos e alimentos em seu país piorou em meio a uma hiperinflação que pulveriza os salários, segundo dados da ONU.

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