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OEA pede eleições 'livres' na Venezuela 'o mais cedo possível'

O chanceler colombiano, Carlos Holmes Trujillo (C), fala durante o último dia da 49ª Assembleia Geral da OEA, em Medellin. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. junho 2019 - 01:21
(AFP)

A Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos aprovou nesta sexta-feira uma resolução que pede eleições "livres" e rápidas na Venezuela, no último dia de deliberações na cidade colombiana de Medellin.

Em uma resolução que obteve 19 votos a favor, oito contra e seis abstenções, a OEA reafirmou seu apoio ao líder opositor autodeclarado presidente interino, Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países, "até que se realizem novas eleições".

A resolução pede ainda "o acesso pleno e livre das populações mais vulneráveis (...) afetadas pela crise" à "assistência humanitária".

Durante a sessão, a Colômbia defendeu uma resposta regional diante da emigração de venezuelanos para os países vizinhos e propôs a ideia de tratá-los como refugiados, com base em um relatório apresentado por um grupo de trabalho do organismo.

Já o México lamentou "profundamente" que a OEA "se atribua" faculdades que não tem ao reconhecer a delegação de Guaidó como representante da Venezuela.

Na quinta-feira, o Uruguai já havia abandonado a Assembleia para protestar contra o reconhecimento do novo governo da Venezuela.

Os Estados Unidos foram abertamente contra o presidente Nicolás Maduro: "Não é um homem com quem possamos negociar. A saída definitiva de Maduro é o primeiro passo necessário para o restabelecimento da democracia".

A outrora próspera economia petroleira da Venezuela hoje está mergulhada na pior crise de sua história moderna, com uma hiperinflação estimada pelo FMI em 10.000.000% para 2019.

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