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Israel intensificou os ataques a Gaza no início de sábado, no 12º dia de uma ofensiva que tem causado um grande número de vítimas civis, principalmente crianças.

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Israel intensificou os ataques a Gaza no início de sábado, no 12º dia de uma ofensiva que tem causado um grande número de vítimas civis, principalmente crianças.

Cerca de 300 palestinos morreram e mais de 2.000 ficaram feridos desde o início da ofensiva de Israel, há 11 dias, contra a Faixa de Gaza com o objetivo de impedir os disparos de foguetes a partir do território. Do lado israelense, um soldado e um civil morreram.

As vítimas mais recentes dos bombardeios israelenses são sete palestinos mortos na madrugada de sexta-feira para sábado na cidade de Khan Yunis, no sul do enclave palestino, de acordo com fontes médicas.

No ataque mais violento de sexta, pelo menos oito membros da família Abu Jurad - dois homens, duas mulheres e quatro crianças - foram mortos durante a noite atingidos por disparos de um tanque do Exército israelense em Beit hanoun, no norte da Faixa de Gaza, indicou o porta-voz dos serviços de emergência, Ashraf al-Qudra.

O número de deslocados quase dobrou nas últimas horas, passando de 40.000 pessoas, segundo a agência da ONU nesta área de 362 km2, onde vivem 1,8 milhão de pessoas em meio à miséria, submetidas ao bloqueio israelense há anos. O Programa Alimentar Mundial pretende distribuir comida a 85.000 pessoas nos próximos dias.

Quase 70% dos bairros de Gaza estão sem energia elétrica e as principais ONGs israelenses de defesa dos direitos humanos exigiram "corredores humanitários" para retirar os feridos e para que "médicos possam cumprir suas missões sem colocar suas vidas em risco".

Hamas mantém discurso provocativo

A operação terrestre começou na quinta-feira à tarde, apesar dos apelos da comunidade internacional ao governo de Israel para que tentasse evitar vítimas civis.

O objetivo principal das tropas terrestres, que entraram por vários pontos na Faixa de Gaza - delimitada por Israel, Egito e pelo Mar Mediterrâneo - é destruir os túneis subterrâneos de contrabando construídos pelo Hamas, que controla o território. Por esses túneis, chegam aos militantes do movimento palestino mercadorias, dinheiro e armas.

A operação começou depois de uma breve trégua humanitária de cinco horas na quinta-feira.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, afirmou que a ofensiva provocará apenas "mais derramamento de sangue", complicando os esforços para acabar com o conflito na Faixa de Gaza.

De acordo com o líder do Hamas no exílio, Khaled Mechaal, "o que o ocupante israelense não conseguiu realizar com seus ataques aéreos e navais não vai obter com sua ofensiva terrestre, que está fadada ao fracasso".

"Temos reivindicações claras: o fim da agressão e das punições coletivas contra nosso povo na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, e a suspensão total do cerco a Gaza", destacou Mechaal.

Reações internacionais

No exterior, o presidente americano, Barack Obama, principal aliado de Israel, disse a Netanyahu que "os Estados Unidos estão profundamente preocupados com o risco de uma escalada e com a perda de muitas vidas inocentes".

A União Europeia considerou urgente a instauração de um cessar-fogo o quanto antes.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, vai viajar neste sábado rumo ao Oriente Médio para se reunir com israelenses e palestinos, de acordo com o subsecretário-geral para Assuntos Políticos da ONU, Jeffrey Feltman.

O papa Francisco ligou na sexta para o presidente israelense, Shimon Peres, e para o líder palestino, Mahmud Abbas, para manifestar sua "enorme preocupação" com o aumento da violência na Faixa de Gaza.

"Lamento o clima de hostilidade crescente, de ódio e sofrimento para os dois povos, que está gerando muitas vítimas e criando uma situação de emergência humanitária", disse o pontífice, que já se pronunciou diversas vezes a favor da paz entre israelenses e palestinos e viajou no fim de maio à região.

AFP