Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Membro dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) coloca roupa especial para entrar em área de isolamento do hospital Donka, em Conacri, Guiné, em 28 de junho de 2014

(afp_tickers)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira que a epidemia de Ebola na África Ocidental já deixou 467 mortos.

Segundo estes novos dados, 759 supostos casos foram registrados em Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Diante deste desafio, a OMS convocou uma reunião em Gana a ser realizada na quarta e na quinta-feiras e na qual participarão os ministros da Saúde de 11 países e vários sócios da organização mundial que lutam contra o Ebola.

Na sexta-feira, a OMS já tinha advertido para o risco de propagação da epidemia de Ebola para os países vizinhos às nações afetadas, mas considera contraproducentes as restrições de deslocamento.

Na grande maioria dos casos registrados, o vírus é transmitido por contato nos serviços médicos, mas também nos funerais, pois o vírus se mantém presente nos cadáveres.

O epicentro da epidemia está nos arredores da cidade de Gueckedou, no sul da Guiné. Dali se espalhou para Serra Leoa e Libéria, pois muitos doentes viajam até Conakry ou Monróvia para receber cuidados médicos, segundo a OMS.

Descoberto em 1976, na atual República Democrática do Congo (RDC), o vírus do Ebola é muito contagioso e o índice de mortalidade pode atingir 90% dos casos, ainda de acordo com a organização.

A doença é transmitida para o homem através de animais selvagens e também entre seres humanos.

Não existe uma vacina homologada contra a febre do Ebola, que se manifesta com hemorragias, vômitos e diarreia.

AFP