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OMS viajará a Wuhan em busca da origem da covid-19

Pessoas aguardam enquanto trabalhadores de saúde (ao fundo), em trajes de proteção, tentam conter a disseminação de um vírus letal, detectado na cidade de Wuhan, no Hospital da Cruz Vermelha da cidade, em 24 de janeiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. dezembro 2020 - 19:16
(AFP)

A equipe internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar a origem do vírus que provocou a pandemia de covid-19 visitará a região chinesa de Wuhan, onde o surto se originou, sem ser "supervisionada" por Pequim, assegurou a agência nesta sexta-feira (18).

Anteriormente esta semana, a OMS havia indicado que a missão internacional viajaria à China em janeiro, mas não deu maiores detalhes sobre quais locais visitará, nem sobre o dia de sua chegada.

"A equipe irá a Wuhan, é o objetivo da missão", declarou desta vez o encarregado de situações de emergência sanitária da OMS, Michael Ryan, em coletiva de imprensa.

"Trabalharemos com nossos colegas chineses", explicou Ryan. "Não estarão, como dizem vocês, supervisionados por funcionários chineses", acrescentou, respondendo à pergunta de um jornalista.

Ryan explicou que ainda não há uma data prevista para a viagem, embora tenha dito que a expectativa é que ocorra "na primeira semana de janeiro".

Ele disse, ainda, que os especialistas terão que fazer quarentena quando chegarem e que passarão por Pequim como um gesto de "cortesia" com as autoridades chinesas.

De modo geral, os cientistas acreditam que o hospedeiro original do vírus seja um morcego, mas não se sabe ainda qual animal intermediário fez com que os humanos se infectassem.

A missão da OMS é composta por dez cientistas de vários países renomados em diferentes áreas, e tem como objetivo averiguar como o vírus foi transmitido aos seres humanos.

Desde o fim de outubro, especialistas da OMS se reúnem por videoconferência várias vezes com seus coletas chineses.

Mas os Estados Unidos acusam publicamente Pequim de esconder dados e a OMS de ser condescendente demais com as autoridades chinesas.

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