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ONU: 110.000 pessoas fugiram da Ucrânia para a Rússia em 2014

Militantes pró-Rússia em Donetsk, em 26 de junho de 2014. A minoria dos ucranianos que partiram para a vizinha Rússia solicitaram oficialmente asilo. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. junho 2014 - 11:21
(AFP)

Um total de 110.000 pessoas fugiram da Ucrânia para a Rússia e outras 54.400 optaram por abandonar suas casas e seguir para outros pontos do país desde o início de 2014, anunciou nesta sexta-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

"O ACNUR constatou um claro aumento dos deslocamentos na Ucrânia", afirmou a porta-voz da agência da ONU, Melissa Fleming.

Ela destacou que apenas poucas pessoas que partiram para a vizinha Rússia solicitaram oficialmente asilo.

Sobre os 54.400 deslocados internos, "12.000 procedem da Crimeia e o restante de outras regiões do leste", afirmou.

Dos 110.000 que fugiram para a Rússia, apenas 9.000 pediram oficialmente asilo, destacou a porta-voz durante uma entrevista coletiva em Genebra.

O ACNUR informou que 700 pessoas viajaram para Polônia, Belarus, República Tcheca e Romênia.

"As pessoas dizem que têm medo dos sequestros", afirmou Fleming.

A crise na Ucrânia começou com a rejeição do então presidente Viktor Yanukovytch de assinar um acordo comercial com a UE, optando por uma aproximação da Rússia.

A decisão provocou uma onda de protestos dos manifestantes pró-Europa. A crise provocou a destituição de Yanukovytch, um conflito com a Rússia, que anexou a Crimeia a seu território em março, e a explosão de uma insurreição separatista pró-Rússia no leste do país.

O atual presidente ucraniano, Petro Poroshenko, assinou nesta sexta-feira em Bruxelas o acordo comercial com a UE previsto inicialmente para novembro.

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