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ONU: Colômbia continua sendo o maior produtor de cocaína do mundo

Cultivador em um campo de coca em Antioquia, Colômbia, em 15 de maio de 2017 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. setembro 2018 - 19:10
(AFP)

A Colômbia continua sendo a maior produtora mundial de cocaína ao registrar um aumento histórico de plantações de coca e sua capacidade de produzir coca em 2017, informou a ONU nesta quarta-feira.

O cultivo de folha de coca ilícita cresceu 17%, para 171.000 hectares, enquanto o potencial de produção de cocaína aumentou 31% em relação a 2016, para 1.379 toneladas, um recorde desde que essas medições começaram a ser feitas em 2001, informou o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Onudc).

"Quero expressar minha profunda preocupação pela quantidade de dinheiro que as drogas ilícitas movem", disse o represente da Colômbia do Onudc, Bo Mathiasen, durante a apresentação do relatório anual divulgado em Bogotá.

Em 2016, os campos de coca, cuja folha é o insumo básico para a cocaína, ocupavam 146.000 hectares. Para esse período, a capacidade de produção da droga era de 1.053 tonelada.

O estado mais afetado continua a ser Nariño, na fronteira com o Equador, que tem uma área plantada próxima da total do Peru, o segundo país com mais plantações ilegais, com 43.900 hectares de folhas de coca no ano passado.

Esse departamento é disputado pela dissidência das Farc, ex-guerrilheira comunista que no ano passado se desarmou e transformou em um partido depois de assinar um histórico acordo de paz, e gangues de drogas por seu ponto estratégico de partida de carregamentos de drogas para os Estados Unidos.

As fronteiras com a Venezuela e o Equador são as mais impactadas pela presença das plantações de drogas, apontou Mathiasen.

Com esse resultado, a Colômbia se mantém como principal produto de cocaína e com maior superfície plantada, à frente do Peru e da Bolívia (24.500), segundo a ONU.

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