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ONU: crise na Venezuela é ampliada por sanções

Bachelet apresenta seu relatório anual ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. março 2019 - 13:00
(AFP)

A alta comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, afirmou nesta quarta-feira que a crise política, econômica e social na Venezuela tem sido "exacerbada pelas sanções" internacionais.

"A situação na Venezuela ilustra claramente a maneira como as violações dos direitos civis e políticos - incluindo a não defesa das liberdades fundamentais e a independência das instituições chave - podem acentuar um declínio dos direitos econômicos e sociais", declarou Michelle Bachelet, ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

"Isto mostra também como a rápida deterioração destas condições econômicas e sociais provoca um número ainda maior de protestos, uma repressão ainda maior e novas violações dos direitos civis e políticos", completou, durante um discurso sobre a situação no mundo.

Para Bachelet, "esta situação foi exacerbada pelas sanções e a atual crise política, econômica, social e institucional resultante é alarmante".

O Conselho dos Direitos Humanos da ONU voltará a tratar de modo mais profundo a situação na Venezuela no dia 20 de março, na presença da alta comissária. Bachelet foi convidada em novembro por Caracas a viajar a Venezuela para "ver os efeitos das sanções".

O discurso da alta comissária foi feito no momento em que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, convocou protestos para o dia 9 de março, quatro anos depois do anúncio das primeiras sanções impostas pelo então presidente americano Barack Obama.

Na terça-feira, o representante especial dos Estados Unidos para a crise na Venezuela, Eliott Abrams, anunciou que Washington deve impor em breve novas restrições de vistos americanos aos que apoiam Nicolás Maduro.

Além disso, não descartou que, após as sanções econômicas impostas ao regime, o Tesouro americano possa adotar "sanções secundárias" contra empresas estrangeiras ou até mesmo países que que continuem negociando com entidades venezuelanas na lista negra dos Estados Unidos.

Vinte anos após a chegada ao poder de Hugo Chávez, falecido em 2013, seu sucessor Nicolás Maduro enfrenta uma onda de protestos liderada pelo opositor e presidente do Parlamento, Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por parte da comunidade internacional.

Quase 2,7 milhões de venezuelanos fugiram do país desde o início da crise política e econômica em 2015, de acordo com a ONU.

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