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ONU celebra resultados de antirretrovirais injetáveis para mulheres

O programa da ONU para a luta contra a aids celebrou os resultados de um antirretroviral, o cabotegravir, que injetado a cada dois meses protege as mulheres do vírus HIV, causador da aids afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. novembro 2020 - 22:41
(AFP)

O programa da ONU para a luta contra a aids celebrou nesta segunda-feira(9) os resultados de um antirretroviral, o cabotegravir, que injetado a cada dois meses protege as mulheres do vírus HIV, causador da aids.

"Um estudo mostra que as injeções são 89% mais eficazes na prevenção do HIV em relação às pílulas de profilaxia pré-exposição (PrEP) tomadas diariamente", disse a agência em um comunicado.

"Estes resultados são muito importantes. A ONUaids há muito clama por meios suplementares de prevenção do HIV que sejam aceitáveis e eficazes para as mulheres e que possam mudar a situação", disse Winnie Byanyima, diretora-executiva da Onuaids.

"Se doadores e países investirem para distribuir PrEP injetável para mulheres que estão em maior risco de infecção pelo HIV, novos contágios podem ser drasticamente reduzidos", enfatizou.

De acordo com a ONUaids, o ensaio clínico foi realizado com 3.200 mulheres com alto risco de infecção, com idades entre 18 e 45 anos, em Botsuana, Quênia, Malaui, África do Sul, Eswatin, Uganda e Zimbábue.

O ensaio foi interrompido precocemente porque os dados mostraram claramente a superioridade das injeções em relação à ingestão de uma pílula diária.

Quatro infecções por HIV ocorreram em mulheres que receberam injeções contra 34 entre aquelas que tomaram a pílula.

"O risco de infecção pelo HIV foi nove vezes menor com cabotegravir do que com a pílula diária", enfatizou o comunicado.

A ONUaids vê essas injeções como uma alternativa ao uso de comprimidos diários, uso de preservativo ou abstinência.

"O desenvolvimento de métodos alternativos de prevenção da infecção pelo HIV e métodos menos limitantes do que os atualmente disponíveis aumentarão as opções em termos de prevenção contra a aids, o uso pelas mulheres e a redução do número de infecções", destacou a nota.

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