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ONU condena espiral de violência na Colômbia, com 33 massacres em 2020

Amigos e parentes de luto no funeral de um dos oito jovens assassinados em uma área rural de Samaniego, departamento de Narino na Colômbia, neste domingo (16) afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. agosto 2020 - 17:55
(AFP)

A Organização das Nações Unidas registrou 33 massacres este ano na Colômbia e expressou, nesta segunda-feira (17), sua "forte condenação" pela espiral de violência que envolve o país.

Um comunicado conjunto da ONU no país e da missão de verificação da implementação do acordo de paz com as FARC indicou que esses eventos violentos, "com sérios impactos humanitários", ocorrem em territórios com presença de grupos armados ilegais, economias subterrâneas, pobreza e "uma presença limitada do Estado".

Na última semana, houve pelo menos treze mortos em dois massacres.

Os grupos de crime comum ou organizado seriam os autores de 78% dos massacres este ano na Colômbia, a grande maioria (80%) em departamentos com "enclaves de produção ilegal de coca", detalhou no Twitter o escritório de direitos humanos da ONU.

A condenação coincide com o alerta lançado no domingo pelas autoridades colombianas e ONGs sobre a deterioração da segurança no país, apesar das medidas de confinamento decretadas para conter a pandemia de coronavírus desde 25 de março.

A ONU também registrou 41 assassinatos de ex-combatentes das FARC no primeiro semestre de 2020, um aumento de 10% em comparação com o mesmo período do ano passado, e investiga 97 homicídios de defensores dos direitos humanos este ano.

O país sul-americano é o principal produtor mundial de cocaína, com cerca de 154.000 hectares de folha de coca plantados em 2019, segundo a ONU.

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