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ONU e AFP premiam investigação jornalística sobre fossas clandestinas no México

A mexicana Marcela Turati, repórter de 45 anos da revista Proceso e integrante da equipe de sete jornalistas que receberam o Prêmio Breach-Valdez afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. maio 2019 - 21:30
(AFP)

Uma equipe de sete jornalistas foi agraciada, nesta sexta-feira (3), com o Prêmio Breach-Valdez de jornalismo e direitos humanos por um enorme trabalho de investigação sobre as fossas clandestinas no México - mas as comemorações foram marcadas pelo assassinato de um jornalista mexicano na quinta-feira.

O prêmio, lançado no ano passado pelas Nações Unidas e pela AFP, foi dado ao trabalho "Para onde vão os desaparecidos: o país das 2.000 fossas". A plataforma interativa foi elaborada pelos vencedores para que familiares de desaparecidos no México tenham mais elementos para exigir das autoridades a localização de seus entes queridos.

Alejandra Guillén (36 anos), Mago Torres (41), Marcela Turati (45), David Eads (americano de 39), Erika Lozano (27), Paloma Robles (32) e Aranzazú Ayala (29) trabalharam com 15 colaboradores durante mais de um ano e meio no produto jornalístico que soma o número de tumbas ilegais descobertas entre 2006, quando se militarizou a guerra contra as drogas no México, e 2016, ano de início da investigação.

Um dos objetivos foi proporcionar aos familiares de mais de 40.000 desaparecidos no México uma ferramenta para que "possam chegar às autoridades e dizer: 'vocês estão negando esta fossa, mas ela existe, e minha família que estou buscando pode estar aqui'", explicou Turati à AFP.

Segundo o governo mexicano, na última década foram localizadas cerca de 1.100 fossas clandestinas, com cerca de 26.000 corpos não identificados nos serviços forenses.

O trabalho, que consta de um mapa e um site com várias reportagens sobre as fossas, mostra a evolução no tempo da guerra contra as drogas. "Em 2006 tinha duas fossas, no ano seguinte disparam a 100, e hoje não encontramos menos de 250 fossas" por ano, destacou a jornalista.

A premiação foi abalada pela morte a tiros nesta quinta, véspera do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, de Telésforo Santiago Enríquez, que dirigia um programa de rádio em uma comunidade indígena de Oaxaca (sul). Enríquez tinha sido ameaçado em uma ligação recebida quando estava no ar durante o programa.

A ONU, a AFP, a universidade Iberoamericana, a Unesco e as embaixadas da França e da Suíça promovem este prêmio.

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