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Soldados colombianos ajudam cidadão colombiano a atravessar a fronteira para Cúcuta, no dia 28 de agosto de 2015

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A ONU pediu nesta sexta-feira à Venezuela respeito aos direitos humanos dos colombianos deportados em meio à atual crise diplomática com a Colômbia, ao mesmo tempo em que se mostrou "preocupada" com a situação humanitária na fronteira entre os dois países.

"Estamos preocupados com a situação na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela, particularmente com os informes de violações dos direitos humanos que ocorrem no contexto das deportações de colombianos", disse Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, em um comunicado datado de Genebra e divulgado em Bogotá.

"Pedimos às autoridades venezuelanas a garantir que os direitos humanos de todas as pessoas afetadas sejam plenamente respeitados, em particular no contexto das deportações. Vamos acompanhar a situação de perto", disse, ainda, o representante da ONU.

O pronunciamento ocorreu depois do aumento da tensão, na quinta-feira, entre a Colômbia e a Venezuela, quando os dois países chamaram a consultas seus embaixadores, em meio à crise que completa uma semana e no âmbito da qual mais de mil colombianos foram deportados entre denúncias de abusos e irregularidades.

A complicada situação bilateral começou a se desenvolver depois que o governo de Nicolás Maduro decretou no sábado passado um estado de exceção em várias zonas fronteiriças, que inclui o fechamento das travessias.

Além dos mil deportados pelas autoridades venezuelanas por supostas irregularidades migratórias, o governo de Juan Manuel Santos calcula que outros 5.000 a 6.000 colombianos fugiram da Venezuela nos últimos dias por medo de serem expulsos.

"Fazemos um apelo às autoridades dos dois países para assegurar que a situação se resolva através da discussão e do diálogo sereno, firmemente arraigada em suas obrigações em virtude do direito internacional dos direitos humanos e o direito internacional dos refugiados", acrescentou a ONU, que também se disse disposta a colaborar na resolução do conflito.

A Colômbia voltou a pedir nesta sexta-feira a mediação internacional na crise, depois de solicitar na véspera reuniões de organizações regionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União de Nações Sul-americanas (Unasul), além de uma verificação por parte destas entidades e da ONU do tratamento que seus cidadãos na Venezuela estão recebendo.

AFP