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ONU pede respeito à liberdade de imprensa a presidente egípcio

O marechal Abdel Fattah al-Sisi afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. junho 2014 - 20:43
(AFP)

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse ter "pedido" ao presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi, que "proteja a liberdade de expressão", durante um encontro nesta quinta-feira em Malambo.

"Pedi a todos os países, incluindo o Egito, que respeitem a liberdade de movimento, a liberdade de expressão e a liberdade de cobrir a atualidade por parte dos jornalistas", declarou Ban Ki-moon, em uma entrevista coletiva durante a cúpula da União Africana na Guiné Equatorial.

"Também me encontrei com o presidente Sissi hoje, em Malabo, e nós conversamos sobre essas questões. Eu pedi a ele para proteger, inequivocamente, a liberdade de expressão", afirmou.

O jornalista australiano Peter Greste e o egípcio-canadense Mohamed Fadel Fahmy foram condenados a sete anos de prisão na última segunda-feira, 23 de junho. O egípcio Baher Mohamed recebeu uma pena de dez anos. Eles são acusados pela Justiça de apoiar a Irmandade Muçulmana.

As condenações mobilizaram a comunidade internacional, e Washington e Sydney pediram a Cairo que conceda o indulto aos réus.

O caso é considerado um teste para as autoridades egípcias, depois do golpe dado pelo Exército no então presidente islâmico Mohamed Mursi, em julho de 2013, assim como para o sistema judiciário, que acaba de condenar 183 islâmicos à morte.

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