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Oposição nicaraguense tenta unir-se para voltar a protestar contra Ortega

Membros da Unidade Médica da Nicarágua (UMN) e manifestantes antigovernamentais desfilam para pedir que Membros da Unidade Médica da Nicarágua (UMN) e manifestantes antigovernamentais desfilam para pedir que trabalhadores da saúde que perderam seus empregos sejam recontratados afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. agosto 2019 - 17:34
(AFP)

A oposição nicaraguense chegar a um consenso em suas diferentes tendências para reviver os protestos em busca da renúncia de Daniel Ortega, depois que o presidente suspendeu no mês passado o diálogo com seus adversários.

A união entre grupos sociais e políticas da oposição "está avançando para melhorar a capacidade de organização e ser mais eficaz na luta em condições de uma repressão maior", declarou à AFP o ex-vice-chanceler José Pallais, membro da Aliança Cívica para Justiça e Democracia (ACJD).

A oposição exige que o governo cumpra os acordos para libertar todos os presos políticos, garantir as liberdades dos cidadãos e as reformas para democratizar as eleições e a mídia.

Os opositores também querem a renúncia de Ortega, um ex-guerrilheiro de 73 anos de idade no governo desde 2007 e que é acusado de corrupção, autoritarismo e de estabelecer uma ditadura ao lado de sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo.

Meses de protestos antigovernamentais que eclodiram em abril de 2018 terminaram com uma repressão que deixou ao menos 325 mortos, centenas de presos e 62.500 exilados, segundo organizações humanitárias.

Mais de 490 oponentes presos ou em prisão domiciliar foram libertados por uma controvertida lei de anistia, mas outros permanecem na prisão.

Após os protestos, uma aliança da oposição surgiu sem liderança ou cadeiras suficientes no Parlamento, para pressionar por mudanças políticas e negociar com o governo.

Nesse contexto, a ACJD, criada a pedido da hierarquia católica para ser interlocutora do governo no início da crise, reestruturou sua liderança este mês, criou um conselho de administração e seis comissões de trabalho.

A extensão da crise por mais de um ano causou desânimo em alguns setores da oposição, principalmente no exílio, o que é atribuído à falta de estratégia e unidade.

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