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Oposição venezuelana denuncia operação de busca 'ilegal' na casa do tio de Guaidó

Líder opositor Juan Guaidó afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. fevereiro 2020 - 14:25
(AFP)

Deputados e defensores de Juan Márquez, tio do opositor venezuelano Juan Guaidó, denunciaram nesta quinta-feira (20) uma "operação de busca ilegal" à residência do piloto, de 55 anos, detido em 11 de fevereiro pela Diretoria Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM).

"A ditadura covarde está revistando a casa do meu tio Juan Márquez. Com os órgãos repressivos e de perseguição, buscam continuar com esta farsa, na qual ninguém mais acredita", escreveu Guaidó no Twitter.

"Se acham que vamos retroceder nas ações que tomamos e vamos tomar, se enganam. Avançaremos", prometeu.

"Foi uma operação de busca completamente ilegal", disse a parlamentar opositora Delsa Solórozano em frente ao prédio em Caracas, onde uma patrulha da DGCIM permanecia em guarda.

Com os rostos cobertos, os agentes não permitiram a entrada dos advogados, denunciou Joel Garcia, um dos profissionais encarregados da defesa de Márquez.

Jornalistas da AFP notaram a presença de uma patrulha, que entrou no estacionamento do prédio depois de permanecer estacionada na entrada na madrugada.

"Nós (os advogados) viemos para cá. Tentei entrar e os agentes da DGCIM não me deixaram entrar. Quando não permitem que o advogado de confiança acompanhe (a busca), é porque vieram plantar evidências", disse ele a repórteres.

García disse que os agentes "empurraram a porta na cara" dele e não o deixaram passar.

"O que estão fazendo é para atacar Juan Guaidó, para forçá-lo a negociar", afirmou García em referência ao líder da oposição reconhecido como presidente interino por mais de 50 países.

As autoridades venezuelanas não comentaram o procedimento.

Márquez foi detido no aeroporto internacional de Maiquetía, onde desembarcou com Guaidó. Ambos retornavam para a Venezuela, após uma viagem internacional, na qual Guaidó se reuniu com vários líderes mundiais, entre eles o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O governo do presidente Nicolás Maduro acusou Márquez de transportar "materiais proibidos e substâncias de natureza explosiva", conforme um comunicado divulgado na sexta-feira passada pelo ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza.

A defesa de Márquez classifica a versão oficial como uma "montagem vil".

Ambos retornaram de Portugal em um voo da companhia aérea TAP. As operações da empresa foram suspensas por 90 dias na Venezuela, na última segunda-feira (17), depois que o governo Nicolás Maduro alegou que a empresa permitiu a viagem de Márquez com explosivos, além de ter omitido a identidade de Guaidó.

Guaidó descreveu a prisão de seu tio como um "sequestro" por parte da "ditadura".

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